Santos reforça ação de proteção a mulheres em bares e casas noturnas
Santos amplia ações do protocolo “Não se Cale” para proteção a mulheres em bares e restaurantes com pedido silencioso de ajuda
- Publicado: 06/06/2026 13:05
- Alterado: 06/06/2026 13:05
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Prefeitura de Santos
Em Santos, o protocolo “Não se Cale”, voltado à proteção a mulheres em situação de risco, vem sendo reforçado desde sua implantação em 2023, com capacitações em bares, restaurantes, festas e casas noturnas da cidade.
A iniciativa utiliza o chamado “Sinal para Ajuda” (Signal for Help), reconhecido internacionalmente como uma forma discreta de denúncia de violência. O gesto consiste em levantar a mão com a palma voltada para frente, dobrar o polegar e fechá-lo com os demais dedos.
O protocolo oferece suporte a mulheres em risco dentro de estabelecimentos comerciais, permitindo que o pedido de ajuda aconteça de forma silenciosa e segura.
Proteção a mulheres em Santos inclui capacitação de estabelecimentos
O programa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, com capacitação gratuita e on-line para profissionais de bares, restaurantes, casas noturnas e locais similares.
Os estabelecimentos participantes recebem cartazes informativos, que devem permanecer em locais visíveis ao público.
Em Santos, o Procon-Santos, ligado à Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher), realiza ações educativas desde a implantação do protocolo.
No ano passado, cerca de 50 estabelecimentos receberam orientações. Em 2026, outros 13 locais já foram atendidos.
“Durante as visitas e ações preventivas, orientamos sobre a importância de manter materiais informativos visíveis, capacitar equipes para identificar situações de risco e garantir acolhimento seguro às mulheres. Mais do que a placa, o fundamental é que os funcionários saibam agir corretamente em situações reais”, afirmou o presidente do Procon-Santos, Sidney Vida.
Bares criam estratégias próprias de acolhimento
Além do protocolo oficial, alguns estabelecimentos criaram mecanismos adicionais para ampliar a proteção a mulheres.
No bairro Estuário, o Meu Lugar Bar adotou um sistema de segurança baseado em um drink fictício. Ao solicitar a bebida inexistente ao garçom, a cliente aciona discretamente o protocolo de proteção.
Segundo o proprietário Gabriel Costa, a equipe é treinada para acolher a vítima, levá-la para um espaço seguro e, se necessário, acionar as autoridades.
“Já utilizávamos a estratégia do drink, mas, com a chegada do ‘Não se Cale’, conseguimos ampliar esse trabalho. Hoje, toda a equipe está treinada no protocolo oficial. Felizmente, nunca precisamos utilizá-lo, mas estamos preparados”, afirmou.
No Centro Histórico, o estabelecimento Seventy também passou pela capacitação e mantém cartazes do programa em áreas visíveis, como corredores e banheiros femininos.
“Ficamos atentos a qualquer sinal de desconforto, seja no olhar ou na linguagem corporal. Já tivemos uma situação em que percebemos isso e fomos até a mesa verificar”, relatou o proprietário Pedro Fujarra.
Como ajudar mulheres em situação de risco
Ao identificar o gesto silencioso de pedido de ajuda, especialistas orientam agir com calma e cautela, priorizando a segurança da vítima.
A mulher ou testemunhas podem acionar:
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Disque Denúncia: 181
- Polícia Militar: 190
- Delegacia de Defesa da Mulher de Santos: Rua Assis Corrêa, 50, Gonzaga – telefone (13) 3223-9670
- Delegacia mais próxima
Para apoio jurídico gratuito, também está disponível a:
Apoio jurídico e psicossocial
Cadoj (Coordenadoria de Assistência Judiciária Gratuita e Orientação Jurídica ao Cidadão)
Endereço: Rua General Câmara, 5, 14º andar – Centro Histórico
Telefone: (13) 3201-5632
Além disso, unidades do CRAS e CREAS oferecem acompanhamento psicossocial às vítimas no município.