Sabesp flagra furto de água no Supermercado Dia em Itaquera

Volume desviado seria suficiente para abastecer cerca de mil pessoas por um mês

Sabesp flagra furto de água no Supermercado Dia em Itaquera

Crédito: Google Maps/reprodução

A Sabesp constatou ontem (11) uma fraude no supermercado Dia em Itaquera, na zona leste de São Paulo. A estimativa é que tenham sido furtados 3,4 milhões de litros de água.

A Companhia descobriu a fraude durante a leitura do consumo do estabelecimento. O supermercado localizado na Rua Felix do Piauí, 1245, adulterava o hidrômetro, o que fazia com que o fornecimento de água continuasse sem que a medição do volume utilizado acontecesse corretamente. Ou seja: o estabelecimento consumia água sem que o medidor fizesse o registro. Desta vez, porém, o leiturista visitou o supermercado em um horário diferente do habitual e com isso flagrou a fraude.

O volume furtado seria suficiente para atender cerca de mil pessoas durante um mês. A Sabesp registrou boletim de ocorrência no Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado) e o responsável poderá responder pelo crime de furto qualificado, cuja pena pode chegar a até quatro anos de reclusão.

Esse tipo de fraude prejudica toda a população. Quem comete o crime de furto de água não se preocupa com o desperdício, pois acredita que não vai pagar pelo alto consumo. É comum entre fraudadores deixar torneiras abertas e não consertar vazamentos. Em casos de irregularidade, os proprietários ou representantes dos imóveis são convocados para prestar esclarecimentos para a polícia, com respectiva abertura de inquérito para investigar os responsáveis pelo furto de água. A Sabesp faz cálculos que levam em conta, por exemplo, o perfil de consumo de imóveis semelhantes para estimar o volume de água desviado e o responsável pelo estabelecimento deverá realizar também o pagamento retroativo pela água consumida.

Para identificar esse tipo de crime, a Sabesp também trabalha com as equipes de caça-fraude, que acompanham o consumo e vistoriam os imóveis.

Além disso, conta com a colaboração dos próprios moradores, que podem relatar casos suspeitos pela Central de Atendimento (195) ou pelo Disque-Denúncia (181). A chamada é gratuita e não exige a identificação de quem telefona.

  • Publicado: 12/04/2018 17:10
  • Alterado: 12/04/2018 17:10
  • Autor: Redação