Rolex 6 Horas de São Paulo apresenta plano ESG com carro a hidrogênio
Etapa brasileira do Mundial de Endurance da FIA (WEC) acontece entre 10 e 12 de julho, em Interlagos, com iniciativas voltadas à sustentabilidade, inovação e impacto social.
- Publicado: 06/07/2026 12:54
- Alterado: 06/07/2026 12:54
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Rolex 6 Horas
A organização do Rolex 6 Horas de São Paulo apresentou os compromissos socioambientais para a edição de 2026. O evento do Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC) ocorre entre 10 e 12 de julho no Autódromo de Interlagos. O plano estratégico foca em ações práticas de descarbonização, economia circular e impacto social para a capital paulista.
A área interativa Futuroscópio concentra as atividades de transição energética da prova. O espaço exibirá o H24EVO, um protótipo de corrida movido a hidrogênio projetado pelo Automobile Club de l’Ouest (ACO). O ambiente também abrigará salas sensoriais adaptadas para o público neurodiverso.
Rolex 6 Horas de São Paulo avança na descarbonização
O Rolex 6 Horas de São Paulo iniciará testes operacionais com biodiesel nos geradores do circuito. A gestão de resíduos abrange o rerrefino de óleo lubrificante automotivo, executado pela Lwart, e o reaproveitamento de materiais cenográficos para futuras competições.
O artista plástico Mundano assina o troféu oficial desta etapa paulista, esculpido exclusivamente a partir de plásticos reciclados. A organização do evento plantará 140 mudas nativas da Mata Atlântica na Floresta 6 Horas, iniciativa que terá monitoramento público via QR Code.
Impacto social e legado urbano em Interlagos
A gestão destinará 5% da arrecadação do setor VIP para o Instituto Gerando Falcões. A entidade parceira receberá 150 ingressos diários para jovens de projetos sociais. O autódromo sediará um curso de produção de eventos para capacitar 60 moradores do entorno.
A etapa brasileira executará a revitalização de praças localizadas na vizinhança da pista. A obra inclui novos equipamentos de esporte e uma biblioteca comunitária, replicando a política de integração urbana adotada em Le Mans, na França.
“Um grande evento não deve ser medido apenas pelo espetáculo que entrega, mas principalmente pelo legado que deixa para a cidade”, afirmou Aline Vilatte, diretora-geral do circuito sul-americano.
A direção da prova implementou marcadores de governança para auditar o desvio de aterros sanitários e a compensação da pegada de carbono. Os indicadores comporão o relatório de transparência oficial do Rolex 6 Horas de São Paulo após o término do calendário automobilístico.