Rio Tietê tem 6,5 milhões de m³ de sedimentos retirados

Governo paulista removeu 6,5 milhões de metros cúbicos de resíduos da calha para melhorar o escoamento durante o período de chuvas.

Rio Tietê tem 6,5 milhões de m³ de sedimentos retirados

Crédito: Divulgação/Governo de SP

O Governo de São Paulo retirou 6,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos do Rio Tietê, volume equivalente à capacidade de mais de 160 mil caminhões basculantes de grande porte. A operação faz parte do programa IntegraTietê e busca recuperar a capacidade hidráulica da via fluvial, reduzindo os episódios de alagamentos na região metropolitana ao longo dos últimos três anos.

O estado aplicou R$ 1,4 bilhão em ações de desassoreamento contínuo. Limpar a calha principal do curso d’água facilita o escoamento rápido de grandes volumes pluviométricos. No Rio Pinheiros, equipamentos pesados removeram 147 mil toneladas de resíduos com aporte superior a R$ 228,2 milhões desde 2023.

Estruturas de controle de vazão no Rio Tietê

A Barragem da Penha integra o sistema central de gerenciamento hídrico da região. Operadores mantêm as seis comportas abertas em condições normais, fechando a estrutura de aço apenas quando o nível da água no trecho urbanizado da capital atinge a cota de 720 metros. A manobra técnica segura a vazão em direção ao centro de São Paulo.

As águas retidas avançam de forma planejada sobre as várzeas que se estendem até a USP Leste. Engenheiros desenharam o Parque Ecológico do Tietê especificamente para absorver esse excedente hídrico temporário. O nível d’água recua gradualmente com o término das chuvas fortes, devolvendo a planície à sua condição original de parque.

“O desassoreamento é uma medida concreta para recuperar a capacidade hidráulica do rio, enquanto a Barragem da Penha cumpre uma função específica no controle da vazão”, afirma Natália Resende, secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

Pôlderes e piscinões na contenção de enchentes

As vias expressas que margeiam o leito dependem de 12 conjuntos de pôlderes gerenciados pela SP Águas. Estas estações somam uma capacidade de armazenamento de 29.153 metros cúbicos de água, equipadas com 45 bombas instaladas perto das pontes mais movimentadas da cidade. O maquinário impede que o rio invada as pistas localizadas em cotas baixas.

O bombeamento joga as águas pluviais acumuladas no asfalto diretamente no Rio Tietê. Equipes de manutenção monitoram esses terminais diariamente e limpam os filtros para evitar falhas críticas durante os temporais imprevisíveis típicos do verão paulista.

A gestão estadual destinou quase R$ 1 bilhão para obras de macrodrenagem em áreas densamente povoadas. Entregas recentes incluem o Piscinão Jaboticabal e os reservatórios construídos em Franco da Rocha, que juntos conseguem reter o volume de centenas de piscinas olímpicas durante pancadas intensas.

As frentes de trabalho governamentais combinam engenharia civil pesada com projetos diretos de saneamento básico. O plano plurianual conectou mais de 1,5 milhão de domicílios à rede de esgoto nos últimos anos, bloqueando o despejo contínuo de efluentes sem tratamento no curso do Rio Tietê.

Thiago Antunes

  • Publicado: 19/09/2026 17:27
  • Alterado: 19/09/2026 17:27
  • Autor: Thiago Antunes