Rio Grande do Sul investiga caso suspeito de ebola em idoso
Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul investiga caso suspeito de ebola em idoso vindo de Uganda. Paciente testou positivo para malária
- Publicado: 13/06/2026 18:49
- Alterado: 13/06/2026 18:49
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: ABCdoABC
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul investiga um caso suspeito de ebola em um homem de 64 anos. O paciente recebeu atendimento inicial em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo, na região metropolitana de Porto Alegre. Embora o primeiro teste rápido tenha apontado resultado positivo para malária, os protocolos sanitários exigem a apuração completa para o vírus hemorrágico.
O paciente retornou recentemente de Uganda, na África Oriental, país que contabiliza 19 casos e duas mortes pela enfermidade. A região faz fronteira com a República Democrática do Congo, local que enfrenta um surto ativo da doença. Devido ao histórico de viagem, as autoridades do Rio Grande do Sul mantêm o monitoramento rígido.
Protocolos de segurança e análise laboratorial
O descarte definitivo da suspeita no Rio Grande do Sul depende do resultado do laboratório nacional de referência, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Até a liberação do laudo, as ações de contenção e isolamento seguem ativas.
“Embora a malária seja, até o momento, o principal diagnóstico identificado, o caso permanece em investigação para doença pelo vírus ebola, conforme determinação dos protocolos do Ministério da Saúde”, afirmou o governo do Rio Grande do Sul em nota oficial.
Caso a Fiocruz confirme o diagnóstico, o paciente será transferido para um hospital de referência nacional. Atualmente, o idoso permanece monitorado de forma isolada no Grupo Hospitalar Conceição, situado na capital do Rio Grande do Sul.
Monitoramento de contatos e sintomas
A secretaria estadual informou que notificou o Ministério da Saúde imediatamente e já monitora as pessoas que tiveram contato próximo com o homem. O objetivo é identificar precocemente qualquer manifestação de sintomas.
Os sinais iniciais do ebola assemelham-se aos de outras infecções, o que eleva a complexidade do diagnóstico. Os principais sintomas são:
- Febre e dor de cabeça;
- Fraqueza intensa e dor de garganta;
- Diarreia, vômitos e dor abdominal;
- Perda de apetite e manifestações hemorrágicas.
A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, tecidos e fluidos corporais (como saliva, urina, fezes, leite materno e sêmen) de pessoas ou animais infectados. Objetos contaminados também transmitem o vírus, mas não há evidências de contágio pelo ar ou pelo suor.
Alinhamento com o cenário nacional
O caso registrado no Rio Grande do Sul não é isolado em termos de suspeitas em território brasileiro. Na última sexta-feira (12), o estado de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de ebola deste ano, envolvendo pacientes que estiveram na República Democrática do Congo. O Rio de Janeiro também descartou, em 1º de junho, uma suspeita de um viajante vindo de Uganda que acabou diagnosticado apenas com malária.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém o surto africano sob o status de emergência de saúde pública de importância internacional. Apesar disso, especialistas acalmam a população do Rio Grande do Sul e do país, pois o risco de chegada do vírus à América do Sul permanece muito baixo. Não há voos diretos entre o continente africano e as zonas afetadas, tampouco histórico de transmissão local na região.