Ricardo Confessori aborda ficção científica em novo disco
Primeiro álbum solo de Ricardo Confessori aborda dilemas éticos da inteligência artificial em 12 faixas e chega aos tocadores no dia 31 de outubro
- Publicado: 26/10/2026 09:50
- Alterado: 26/10/2026 09:50
- Autor: Daniela Ferreira
O baterista Ricardo Confessori, consagrado por sua trajetória em bandas históricas do metal brasileiro como Angra, Shaman e Korzus, anunciou os detalhes conceituais de “Realm Breaker”, seu primeiro álbum solo de estúdio. Construído ao longo de três anos, o projeto apresenta uma narrativa conceitual de ficção científica distribuída em 12 faixas que investigam os dilemas éticos, a perda de controle e o impacto da inteligência artificial sobre a essência humana.
O disco já está disponível em formato físico (CD com slipcase e pôster) pela Black Rock Store, e sua estreia oficial nas plataformas de streaming de música está confirmada para o dia 31 de outubro de 2026.
Narrativa distópica e fusão de vertentes musicais

O enredo central gira em torno do personagem Realm Breaker, idealizado como uma espécie de “Oppenheimer da era da inteligência artificial”. Na trama, o cientista busca desenvolver uma tecnologia capaz de neutralizar ameaças cibernéticas, mas acaba absorvido pelo próprio sistema que projetou, tornando-se parcialmente ciborgue em um processo irreversível.
Sonoramente, a obra transita pelo heavy metal tradicional, passagens de metal progressivo, intervenções de djent, orquestrações sinfônicas e texturas eletrônicas que incorporam batidas de dubstep e sintetizadores.
O disco traz quatro composições estruturais desenvolvidas em parceria com o produtor Thiago Larenttes: a introdução erudita “Parmi Les Ruines Naissent L’Espoir et Le Trésor”, as instrumentais “Ösel Solis” e “Immortalis”, e o encerramento em clima futurista “Ausklang”.
“Produzir ‘Realm Breaker’ foi uma experiência especial e desafiadora. A mixagem e a masterização exigiram a construção de uma verdadeira arquitetura sonora, na qual cada instrumento, textura e detalhe precisava encontrar seu espaço para alcançar equilíbrio, profundidade e impacto”, pontua Thiago Larenttes.
Elenco de vocalistas e ficha técnica de peso

Para dar voz às diferentes facetas do enredo, Ricardo Confessori reuniu importantes cantores da cena pesada nacional:
- Mizuho Lin: Assume os vocais nas faixas “Black Mirror” e “The Shredder”;
- Bruno Sutter: Conduz a interpretação dramática em “The Dark Passenger”;
- Fabio Caldeira: Dá vida ao personagem principal na faixa-título “Realm Breaker”;
- Dan Vasc: Interpreta “Where The Eagles Fly”, canção que inaugurou o projeto em 2023;
- Carlos Zema, Guilherme Hirose e Daniel Pinho: Participam, respectivamente, de “No Prize to Perfection”, “Into Dark Matter” e “Magic Sprouts of Hope”.
No núcleo instrumental, Ricardo Confessori assina a composição, bateria, teclados e produção geral. Thiago Larenttes respondeu pela coprodução musical, guitarras, baixo, piano e orquestrações, com Affonso Junior completando as guitarras e João Henrique “Rasta” como convidado especial nos teclados. A arte visual tem assinatura de João Duarte, com registros fotográficos de Larenttes.
Faixas de “Realm Breaker”
| Nº | Faixa | Participação Especial |
| 1 | Parmi Les Ruines Naissent L’Espoir et Le Trésor | Instrumental |
| 2 | Black Mirror | Mizuho Lin |
| 3 | Into Dark Matter | Guilherme Hirose |
| 4 | Magic Sprouts of Hope | Daniel Pinho |
| 5 | Ösel Solis | Instrumental |
| 6 | Immortalis | Instrumental |
| 7 | Realm Breaker | Fabio Caldeira |
| 8 | The Shredder | Mizuho Lin |
| 9 | Where The Eagles Fly | Dan Vasc |
| 10 | No Prize to Perfection | Carlos Zema |
| 11 | The Dark Passenger | Bruno Sutter |
| 12 | Ausklang | Instrumental |