Preços dos supermercados caem com hortifrútis mais baratos
A redução no valor de legumes e verduras garantiu alívio no bolso do consumidor paulista pelo segundo mês consecutivo em agosto.
- Publicado: 01/10/2026 08:31
- Alterado: 01/10/2026 08:31
- Autor: Thiago Antunes
Os preços dos supermercados registraram queda no mês de agosto. O recuo foi impulsionado diretamente pelos itens de hortifrúti, que apresentaram redução de 6,5% na categoria in natura.
O levantamento mensal realizado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) detalha as retrações expressivas por setor.
- Tubérculos tiveram a maior queda, com recuo de 17,7%.
- Legumes ficaram 10,9% mais baratos nas gôndolas paulistas.
- Verduras registraram queda de 5,3% durante o mesmo período.
Impacto da safra nos preços dos supermercados

O alívio na cesta básica reflete a dinâmica nas seções de produtos frescos. Entre os itens que mais influenciaram a deflação no mês, 19 dos 25 produtos com as maiores quedas são frutas, legumes ou verduras.
A liderança do movimento ocorreu entre os alimentos mais tradicionais do dia a dia.
- A batata comum encabeçou a lista com queda de 28,7%.
- O pepino recuou 24,8% no comparativo mensal.
- Cebola e tomate tiveram baixa de 15,3% cada um.
- A cenoura ficou 13,3% mais acessível ao consumidor final.
- Quiabo e abobrinha recuaram 9,8% e 9,4%, respectivamente.
Condições climáticas aceleram colheitas
As temperaturas elevadas e o clima favorável em áreas produtoras anteciparam o ciclo das lavouras. A maior disponibilidade imediata de hortaliças derrubou os custos de distribuição.
“Para o consumidor, a queda representa alívio no bolso e uma oportunidade de ampliar o consumo de alimentos frescos. Produtos de uma dieta equilibrada podem ganhar espaço nas compras do dia a dia”, explica Felipe Queiroz, economista-chefe da APAS.
Fenômeno El Niño exige alerta para os preços dos supermercados
O cenário econômico positivo no varejo de alimentos esbarra em desafios a curto prazo. Projeções meteorológicas indicam uma intensificação do fenômeno El Niño entre a primavera e o início do verão brasileiro.
As eventuais mudanças abruptas de temperatura e regime de chuvas afetam a produtividade e a oferta nas zonas rurais. O desequilíbrio climático tende a inflar os custos de produção agrícola, movimento que recairá inevitavelmente sobre os preços dos supermercados até o final do ano.