Pré-natal: acompanhamento precoce garante gestação segura
Ministério da Saúde reforça a importância de iniciar o pré-natal no SUS até a 12ª semana e manter sete consultas
- Publicado: 15/08/2026 16:52
- Alterado: 15/08/2026 16:52
- Autor: Daniela Ferreira
Durante a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, instituída pela Lei nº 15.221/2025, o Ministério da Saúde reforçou a importância do início precoce do pré-natal para garantir a saúde da mãe e do bebê. O acompanhamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar, preferencialmente, até a 12ª semana de gestação, atuando diretamente na prevenção e identificação de complicações na gravidez, no parto e no puerpério.
A mobilização destaca a atenção especial aos primeiros mil dias de vida da criança, período que abrange desde a concepção até o término do segundo ano de vida do bebê.
Consultas Regulares e Caderneta da Gestante 2026
O acompanhamento pré-natal ocorre principalmente na rede de Atenção Primária à Saúde, em Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O protocolo oficial do SUS recomenda a realização de, no mínimo, sete consultas intercaladas entre profissionais de medicina e enfermagem, além de pelo menos uma avaliação odontológica.
A periodicidade das consultas varia conforme o avanço da gravidez:
- Até a 28ª semana: Atendimentos mensais;
- Da 28ª à 36ª semana: Atendimentos quinzenais;
- A partir da 36ª semana até o parto: Atendimentos semanais.

Para organizar os dados de saúde, a edição de 2026 da Caderneta Brasileira da Gestante reúne registros de pressão arterial, exames laboratoriais, vacinas, saúde bucal e dados do parto. O acompanhamento não se encerra com o nascimento: após o parto, recomendam-se duas consultas pós-parto (na primeira semana após a alta da maternidade e cerca de 30 dias após o nascimento).
Exames de Rotina e Gestação de Alto Risco
Durante as consultas, as equipes monitoram o ganho de peso, a pressão arterial e o crescimento do feto, orientando sobre o uso de suplementos e indicando a maternidade de referência para o momento do parto.
A investigação de rotina viabiliza o diagnóstico de condições clínicas como hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e infecção urinária. Pacientes com doenças preexistentes, histórico de complicações prévias, gestações múltiplas ou em situação de vulnerabilidade social são encaminhadas para acompanhamento em serviços de pré-natal de alto risco.
Sinais de Alerta para Atendimento Imediato
A gestante deve procurar atendimento de urgência na UBS, na maternidade de referência ou acionar o SAMU pelo telefone 192 ao identificar sinais de risco, tais como:
- Pressão Arterial: Níveis iguais ou superiores a 140/90 mmHg;
- Sintomas Físicos: Sangramento vaginal, dores abdominais intensas ou persistentes, febre (> 37,8°C) dores de cabeça fortes, alterações visuais, falta de ar, dor no peito, convulsão ou desmaio;
- Movimentação Fetal: Ausência ou redução marcante dos movimentos do bebê por mais de quatro horas consecutivas (após a 20ª semana de gestação).