Polícia prende 13 em fábrica clandestina de cosméticos

Fábrica clandestina falsificava itens da marca WePink para venda no Centro de SP; cinco dos 13 presos eram reincidentes

Polícia prende 13 em fábrica clandestina de cosméticos

Crédito: Policia/Divulgacão

A Polícia Civil do Estado de São Paulo desmantelou, na última quarta-feira (2), uma fábrica clandestina de cosméticos falsificados no bairro Jardim Mônica, em Itaquaquecetuba. A operação resultou na prisão em flagrante de 13 pessoas (sete homens e seis mulheres) e na apreensão de milhares de produtos que imitavam os itens da marca WePink, pertencente à influenciadora digital Virginia Fonseca.

A ação foi deflagrada por agentes da 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), vinculada à 1ª Delegacia Seccional do Centro da capital paulista, mediante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

Linha de Produção e Reincidência

O imóvel utilizado pela quadrilha abrigava uma estrutura industrial completa para a falsificação em larga escala. No momento da invasão, os suspeitos foram flagrados em plena atividade operando a linha de produção.

Os policiais apreenderam 14 máquinas industriais, incluindo equipamentos para encher e rosquear frascos e esteiras transportadoras. O estoque de insumos contava com seis grandes reservatórios (com capacidade para mil litros cada) e mais de 30 baldes contendo 20 litros de essências variadas, além de farto material de papelão para a montagem de caixas, embalagens e tampas falsas.

fábrica clandestina
Divulgação

Prontos para o escoamento, os agentes localizaram 230 caixas fechadas, cada uma acondicionando 48 unidades de perfumes e body splashes. Um veículo utilizado na logística de distribuição e 15 aparelhos celulares também foram confiscados.

O que chamou a atenção das autoridades foi a reiteração criminosa: cinco dos 13 presos já haviam sido detidos em 10 de junho de 2026 pelo mesmo crime, operando uma fábrica clandestina similar no bairro Jardim Napoli, também em Itaquaquecetuba. Na ocasião anterior, eles haviam sido colocados em liberdade. Diante da reincidência, a Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão das prisões em flagrante em preventivas.

O homem apontado pelas investigações como o proprietário do imóvel e líder do esquema não estava no local no momento da operação e segue sendo procurado pela polícia.

Denúncia e Rota do Crime

A investigação teve início após a empresa responsável pela marca original (WePink) apresentar uma notícia-crime à Polícia Civil, alertando que versões piratas de seus cosméticos estavam inundando o mercado. Segundo o inquérito, os produtos falsificados fabricados no Alto Tietê eram escoados e comercializados presencialmente no comércio popular do Centro de São Paulo e também por meio de vendas em redes sociais.

A partir dessa denúncia, a polícia realizou diligências iniciais em lojas e barracas na capital, o que permitiu rastrear a origem da distribuição até o galpão clandestino em Itaquaquecetuba, por meio de trabalho de inteligência, monitoramento de campo e análise de movimentações bancárias.

Os detidos responderão pelos crimes de associação criminosa e falsificação/adulteração de produtos terapêuticos e medicinais, infração considerada grave devido ao risco real à saúde pública gerado pela aplicação de substâncias químicas desconhecidas na pele dos consumidores. O material apreendido passará por perícia técnica.

Daniela Ferreira

  • Publicado: 03/09/2026 15:08
  • Alterado: 03/09/2026 15:08
  • Autor: Daniela Ferreira