Pix ultrapassa 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil

Chaves do Pix ultrapassam 1 bilhão de registros no Brasil com crescimento de 80 milhões de novos cadastros, segundo dados do Banco Central

Pix ultrapassa 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

Apesar da dimensão do número, o volume total de chaves não equivale à quantidade individual de usuários ativos. Como a regulamentação permite múltiplos cadastros por pessoa, o Pix reúne cerca de 170 milhões de clientes entre pessoas físicas e jurídicas. A média aproxima-se de seis cadastros por usuário. Do total contabilizado pelo Banco Central, 956,7 milhões de registros pertencem a pessoas físicas e 51,2 milhões estão associados a contas de empresas.

Preferência por chaves aleatórias e privacidade

Mais da metade das chaves Pix cadastradas no país corresponde a códigos aleatórios — sequências alfanuméricas criadas pelas instituições financeiras que permitem o recebimento de valores sem a necessidade de expor dados pessoais, como CPF, e-mail ou número de telefone.

A distribuição dos cadastros do Pix por tipo de identificador consolida-se da seguinte forma:

  • Chaves aleatórias: 526,8 milhões (52,3%)
  • Números de celular: 166,3 milhões (16,5%)
  • CPF: 153,9 milhões (15,4%)
  • Endereços de e-mail: 144,6 milhões (14,3%)

Funcionamento e limites de cadastro

As chaves do Pix atuam como identificadores diretos vinculados a uma conta bancária ou de pagamento, simplificando as operações de transferência e cobrança. As regras do órgão regulador estabelecem que pessoas físicas podem registrar até cinco chaves por conta, enquanto pessoas jurídicas têm limite de até 20 cadastros. Cada chave pode estar associada a apenas uma conta por vez.

A gestão dos identificadores é realizada diretamente pelos aplicativos bancários. Contudo, o cadastro de uma chave Pix não é obrigatório para utilizar o sistema: transferências continuam disponíveis via dados bancários tradicionais ou leitura de Código QR.

Volume financeiro e medidas de segurança

A expansão do número de chaves reflete o uso rotineiro da ferramenta pela população brasileira. Somente em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central movimentou cerca de R$ 3,2 trilhões em 7,1 bilhões de transações. O SPI é a infraestrutura central encarregada de liquidar em tempo real as operações entre instituições financeiras distintas. Transferências entre clientes do mesmo banco são processadas internamente, sem passar pela base do BC.

Para combater fraudes, especialistas recomendam atenção redobrada na conferência dos dados do destinatário antes de concluir qualquer transação no Pix. Em paralelo, o Banco Central mantém em estudo mecanismos preventivos para possibilitar o bloqueio de criação de chaves não autorizadas, reforçando a segurança dos usuários da plataforma.

Gabriel de Jesus

  • Publicado: 09/10/2026 15:31
  • Alterado: 09/10/2026 15:31
  • Autor: Gabriel de Jesus