Petrobras avança em licenciamento para exploração na Foz do Amazonas

"Estamos ofertando o maior e melhor plano de emergência individual que já se viu na indústria do petróleo em águas profundas no mundo", completou Chambriard

Petrobras avança em licenciamento para exploração na Foz do Amazonas

Crédito: Rafael Pereira / Agência Petrobras

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou que a companhia está próxima de alcançar um consenso sobre a licença necessária para iniciar as atividades de exploração na Foz do Amazonas. Durante um evento voltado ao empoderamento feminino nas instituições, Chambriard destacou a importância do dia 12, que pode ser decisivo para definir as condições e a data da Autorização Pré-Operacional (APO).

Chambriard revelou que já manteve conversas com o presidente do Ibama, que está ciente das informações apresentadas pela Petrobras e dos condicionamentos operacionais propostos. “Estamos oferecendo o maior e melhor plano de emergência individual que já foi elaborado na indústria do petróleo em águas profundas”, afirmou, enfatizando que a data da APO ainda não foi definida.

De acordo com informações publicadas pelo Estadão/Broadcast, a demora na autorização por parte do Ibama tem gerado descontentamento na estatal. A Petrobras enfrenta custos elevados, superando R$ 4 milhões por dia, para manter a sonda ODN II pronta para operação.

Em relação à possibilidade de um acordo com a BP (British Petroleum) sobre o campo Bumerangue, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, Chambriard comentou que qualquer decisão dependerá da real viabilidade da área. Recentemente, a BP anunciou a perfuração do poço exploratório 1-BP-13-SPS no bloco Bumerangue, situado a 404 quilômetros do Rio de Janeiro.

Esse poço atinge um reservatório aproximadamente 500 metros abaixo da superfície e penetraram em uma coluna de hidrocarbonetos bruta estimada em 500 metros em um reservatório de carbonato de alta qualidade com uma extensão areal superior a 300 quilômetros quadrados. A BP começará análises laboratoriais para caracterizar o reservatório e os fluidos descobertos, visando obter informações adicionais sobre o potencial do bloco Bumerangue. As análises preliminares indicam níveis elevados de dióxido de carbono.

Chambriard finalizou afirmando que a Petrobras está satisfeita com os ativos atualmente sob sua posse e que, se surgir uma oportunidade atraente no contexto desejado pelo Brasil, não hesitarão em considerar essa proposta e quaisquer outras similares.

  • Publicado: 09/08/2025 12:18
  • Alterado: 09/08/2025 12:19
  • Autor: Redação
  • Fonte: Petrobrás