Peça E se fosse uma bomba exalta pioneira da aviação
A nova peça E se fosse uma bomba estreia no Sesc Santana e resgata a fascinante trajetória de Anésia Pinheiro Machado, pioneira da aviação no Brasil
- Publicado: 16/09/2026 15:25
- Alterado: 16/09/2026 15:31
- Autor: Leonardo Nogueira
A Peça E se fosse uma bomba ressignifica o papel histórico das mulheres brasileiras. Idealizada pela atriz Luiza Moreira Salles, a montagem joga luz sobre figuras apagadas pelo machismo estrutural. O texto foca na primeira aviadora do Brasil a realizar um voo solo. A temporada estreia no Sesc Santana e integra a premiada trilogia Estrelas, Bombas e Garotas.
Anésia Pinheiro Machado quebrou regras. Ela conquistou o brevê de aviadora na década de 1920 e enfrentou as rígidas convenções sociais de sua época. A dramaturgia de Sofia Fransolin captura essa ousadia em cena. Crianças e adultos descobrem uma heroína real que defendeu o uso pacífico dos aviões durante períodos bélicos.
Por que assistir à Peça E se fosse uma bomba

A direção de Rhena de Faria aposta no intelecto da criança. O teatro para as infâncias exige sofisticação narrativa e respeito ao público. Cenas sobre bullying e os desafios da adolescência feminina geram identificação imediata na plateia.
“O teatro para as infâncias também precisa interessar aos adultos que acompanham essas crianças e nunca pode subestimar a inteligência do público.”
O palco se transforma continuamente. O cenário assinado por Marisa Bentivegna utiliza escadas para evocar as alturas e materializar camas, portas ou aeronaves. A equipe aplica a técnica de teatro de sombras para costurar a narrativa. A Cia. Quase Cinema prestou consultoria técnica para garantir o impacto visual dessa linguagem milenar.
A Peça E se fosse uma bomba também explora uma dimensão sonora singular. Ernani Sanchez compôs trilhas inspiradas no minimalismo de Philip Glass. A execução combina passagens instrumentais e um coro de vozes exclusivamente femininas.
Bastidores e Atividades Extras

A produção da Peça E se fosse uma bomba oferece muito mais do que o espetáculo em si. O público ganha a chance de participar de formações artísticas e debates históricos gratuitos na zona norte de São Paulo.
- Oficina de Teatro de Sombras: Encontros aos domingos, conduzidos por Luiza Moreira Salles e Diego Chilio, voltados para pessoas a partir de 6 anos.
- Bate-papo Histórico: Conversa especial no dia 27 de setembro com a cineasta Ludmila Ferolla, diretora do documentário sobre a vida de Anésia.
Serviço Completo da Temporada
O elenco de comissários de bordo temporais conduzirá o público por 65 minutos de imersão histórica. Programe sua visita com os dados abaixo.
- Período: 16 de agosto a 27 de setembro de 2026 (domingos, às 12h).
- Sessão extra: 17 de setembro, quinta-feira, às 15h.
- Local: Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579, São Paulo).
- Ingressos: R$ 12 (credencial plena), R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira).
- Classificação: Livre.
Colocar mulheres pioneiras no imaginário infantil transforma o futuro. As meninas precisam de referências concretas e corajosas para romperem as próprias barreiras sociais. A Peça E se fosse uma bomba cumpre essa missão com excelência estética, rigor histórico e sensibilidade.