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Partido de Lenín Moreno quer expulsar Odebrecht do Equador

Seremos firmes no combate à corrupção, na luta contra a impunidade e no fortalecimento de uma gestão pública transparente, ética e responsável, diz bancada da Aliança País

  • Data: 06/06/2017 11:06
  • Alterado: 16/08/2023 01:08
  • Autor: Redação ABCdoABC
  • Fonte: Estadão Conteúdo
Partido de Lenín Moreno quer expulsar Odebrecht do Equador

Presidente eleito Lenín Moreno Garcés na posse

Crédito:Santiago Armas / Presidencia de la República

O presidente da Assembleia Nacional do Equador, José Serrano, pediu que a construtora brasileira Odebrecht seja expulsa do país, após promotores realizarem na semana passada várias operações ligadas a uma investigação de corrupção na empresa. “Nós exigimos a expulsão definitiva e imediata do país desta companhia corrupta”, afirmou Serrano, membro do partido Alianza País, do presidente Lenín Moreno.

Na sexta-feira, promotores detiveram o tio do vice-presidente Jorge Glas e realizaram uma operação na casa do controlador-geral, Carlos Pólit, durante a investigação do pagamento de subornos pela Odebrecht para ganhar contratos públicos.

A Assembleia Nacional convocou nesta segunda-feira Pólit para submetê-lo a um julgamento político. Também foi solicitado ao procurador-geral, Carlos Baca, que periodicamente informe os legisladores sobre os avanços da investigação. Na sexta-feira, a promotoria prendeu cinco pessoas e realizou operações em 18 propriedades. Pólit está em Miami desde 26 de maio por questões médicas e enviou um documento para que seus advogados o representem.

Segundo a promotoria, ele é acusado de pedir contribuições em dinheiro com abuso de autoridade. Não foram divulgados, porém, detalhes sobre o caso. Serrano informou também que será criada uma comissão multipartidária na Assembleia Nacional para viajar ao Brasil e aos Estados Unidos para buscar informações diretamente sobre o caso Odebrecht.

Executivos da companhia brasileira admitiram ter distribuído US$ 33,5 milhões no Equador em subornos de funcionários em troca de contratos públicos. Pelo caso permanecem na prisão o ex-ministro da Eletricidade Alecksey Mosquera e um empresário acusado de ser laranja para uma transferência de US$ 1 milhão.

O Equador tenta fechar um acordo judicial com a Odebrecht, mas ainda não puderam concretizá-lo porque a empresa pediu que seja excluída de responsabilidades judiciais e econômicas e que se garantam a ela novos contratos para pagar eventuais indenizações. A promotoria também revisa cerca de 30 contratos da Odebrecht com o Estado equatoriano fechados entre 1980 e 2015, com a intenção de verificar as condições em que foram realizados. O governo do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017) manteve projetos de cerca de US$ 1,6 bilhão com a companhia brasileira

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  • Data: 06/06/2017 11:06
  • Alterado: 16/08/2023 01:08
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