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Para base aliada Temer seguirá na ‘corda bamba’

Líderes da base aliada avaliam que um eventual resultado final favorável ao presidente Michel Temer no TSE, dará um respiro, mas não livrará o peemedebista da crise

  • Data: 09/06/2017 16:06
  • Alterado: 16/08/2023 00:08
  • Autor: Redação ABCdoABC
  • Fonte: Estadão Conteúdo
Para base aliada Temer seguirá na ‘corda bamba’

Base aliada: eventual absolvição no TSE dá " respiro" para Temer

Crédito:Reprodução

Para governistas, Temer seguirá ameaçado pelo surgimento de novos fatos, como eventuais delações premiadas, um possível desembarque do PSDB e uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele.

“Esse resultado (preliminar a favor de Temer) no TSE já era esperado e é positivo para o governo. Mas lógico que não se encerra o processo”, afirmou o líder do PR, José Rocha (PR), que comanda a quinta maior bancada da Câmara, com 39 deputados.

Ele se referia à decisão do pleno da corte, que por 4 votos a 3, decidiu retirar as delações da Odebrecht e dos marqueteiros do PT João Santana e Mônica Moura da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, o que é considerado uma projeção de um final contra a cassação do presidente.

“A crise não está totalmente resolvida. A cada dia podem surgir fatos novos. Todos estávamos na expectativa desse julgamento do TSE, agora da denúncia da PGR e continua a expectativa das delações, se o (doleiro Lúcio) Funaro vai delatar, se (o ex-assessor de Temer e suplente de deputado, Rodrigo) Loures, vai relatar”, acrescentou Rocha. Apontado como operador de propinas do ex-deputado preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Funaro já deu sinais de que deve fazer colaboração premiada.

O líder do PSD na Câmara, Marcos Montes (MG), avalia que uma absolvição de Temer pelo TSE construirá sobre ele uma “força relativa” de sustentação que pode mantê-lo no governo. “Ele vai ficar na corda bamba, mas vai se equilibrar” afirmou.

O deputado mineiro prevê, no entanto, que dois fatos podem “afinar” a corda: o desembarque do PSDB do governo e possíveis delações “bombásticas”. “São alternativas que deixariam ele bambeando numa corda bem fina”, disse.

Efeito cascata
Os tucanos marcaram para próxima segunda-feira, 12, reunião geral para decidirem se desembarcam ou não. No Congresso e no próprio governo, a avaliação é de que uma eventual saída dos tucanos na base aliada tem potencial para provocar um desembarque em cascata de outros legendas.

A bancada do PRB, a nona maior bancada da Câmara, com 23 deputados, já marcou reunião para o mesmo dia para avaliar o cenário político após o TSE e a decisão do PSDB.

“Teremos reunião na segunda, 12, para tomar uma decisão de partido”, disse o líder do PRV, Cleber Verde (MA). Segundo ele, hoje, a posição do partido é de se manter no governo. “Mas estamos aguardando o desfecho das situações. Não posso antecipar nenhuma decisão. Vamos nos posicionar na medida em que a Justiça tome suas decisões. Também estamos acompanhando o movimento dos demais partidos”, acrescentou o parlamentar maranhense.

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  • Data: 09/06/2017 04:06
  • Alterado: 16/08/2023 12:08
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