Oruam é solto cerca de três horas após ser preso

Rapper foi detido durante operação da Polícia Civil, mas liberado após três horas; investigação apura disparo de arma de fogo em São Paulo.

  • Data: 26/02/2025 22:02
  • Alterado: 26/02/2025 22:02
  • Autor: Redação ABCdoABC
  • Fonte: FOLHAPRESS
Oruam é solto cerca de três horas após ser preso

Oruam no clipe “22 Meu Vulgo”

Crédito:Divulgação

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Na manhã desta quarta-feira (26), a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação envolvendo o rapper Oruam, que é investigado por um incidente de disparos de arma de fogo ocorridos em um condomínio no interior de São Paulo, em dezembro do ano passado.

Durante a execução dos mandados de busca e apreensão em sua residência, situada no bairro Joá, na zona oeste do Rio, os agentes encontraram e recapturaram um foragido da Justiça relacionado a uma organização criminosa. O músico foi autuado em flagrante pelo crime de favorecimento pessoal.

Após ser detido e levado para a Cidade da Polícia, Oruam foi liberado cerca de três horas depois. De acordo com o delegado Moyses Santana, o rapper foi classificado como autor de um “delito de menor potencial ofensivo”. Ele poderia ter permanecido sob custódia caso tivesse se negado a colaborar com as investigações ou a assinar um termo circunstanciado. “Embora ele não tenha sido preso, é importante ressaltar que se trata de uma prisão em flagrante”, explicou o delegado.

O delegado relatou que Oruam alegou não ter conhecimento sobre a situação do foragido que estava em sua residência. Junto ao indivíduo, foram apreendidos uma pistola 9 mm com kit rajada, munições e dispositivos de comunicação.

Quando questionado sobre a presença do foragido em sua casa e se desejava fazer alguma declaração à imprensa, Oruam respondeu: “Vou falar o quê? Tudo o que eu falar para vocês não adianta de nada”.

O advogado do rapper, Fernando Henrique Cardoso, esclareceu que seu cliente recebeu a polícia sem resistência durante o cumprimento do mandado. Segundo ele, Oruam não tinha conhecimento da condição do foragido, que havia chegado à sua casa apenas na segunda-feira anterior à operação.

O artista chegou à Cidade da Polícia por volta das 7h57 em seu próprio veículo, acompanhado por um segurança e escoltado por viaturas policiais. Ele deixou as instalações às 10h50 e reiterou que o foragido “não é traficante”, além de afirmar que os disparos registrados em um vídeo eram realizados com balas de borracha.

De acordo com informações policiais, o foragido identificado como Yuri Pereira Gonçalves, 25 anos, era procurado por suposta participação em uma quadrilha responsável por roubo de celulares e extorsão das vítimas para desbloqueio dos aparelhos. Na residência do rapper também foram encontrados diversos simulacros de armas, telefones celulares, joias e um anel decorado com a imagem de um urso.

A investigação está centrada no disparo aleatório realizado por Oruam durante uma festa em São Paulo no final do ano passado, situação que colocou diversas pessoas em risco. Ele foi indiciado pelo crime de disparo de arma de fogo. O delegado revelou que Oruam utilizou uma arma calibre 12 durante o evento; no entanto, essa arma não foi localizada até o momento.

A ação policial foi coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que cumpriu mandados contra Oruam e sua mãe, Márcia Nepomuceno. As ordens judiciais foram emitidas pela Justiça de Santa Isabel (SP) após investigações indicarem a realização do disparo no dia 16 de dezembro em Igaratá (SP). A Justiça também autorizou a quebra do sigilo dos celulares apreendidos durante a operação.

A Polícia Civil paulista afirmou não ter encontrado registros relacionados ao cantor nas investigações sobre os tiros mencionados. Por outro lado, a Polícia Militar reforçou suas operações nas comunidades associadas ao Comando Vermelho na manhã desta quarta-feira para evitar possíveis tumultos devido à detenção do rapper.

Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, é filho do notório Marcinho VP, condenado por crimes graves e considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho. O rapper já foi detido anteriormente por manobras perigosas com seu veículo na Barra da Tijuca e frequentemente utiliza suas prisões como forma de promoção para seus lançamentos musicais.

Recentemente, Oruam exibiu nas redes sociais sua ostentação com bens luxuosos como um ônibus personalizado avaliado em R$ 1 milhão e um Porsche Carrera 911. Estima-se que seu pai acumulou R$ 40 milhões ao longo da última década enquanto cumpria pena.

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  • Data: 26/02/2025 10:02
  • Alterado:26/02/2025 22:02
  • Autor: Redação ABCdoABC
  • Fonte: FOLHAPRESS









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