Polícia prende 8 em operação contra desmanches ilegais em SP
Ação coordenada pelo Deic desarticulou uma rede que usava carros abandonados nas ruas para esconder peças roubadas na capital paulista.
- Publicado: 28/09/2026 14:18
- Alterado: 28/09/2026 14:18
- Autor: Thiago Antunes
A Operação Octavius prendeu oito suspeitos em flagrante por receptação nesta segunda-feira (28) na Zona Sul de São Paulo. Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Polícia Civil cumpriram 19 mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais utilizados para as atividades ilícitas.
Policiais da 1ª Delegacia de Investigações sobre Roubo e Furto de Veículos (Divecar) recuperaram carros roubados e apreenderam motores, peças diversas e placas. O foco principal da Operação Octavius foi asfixiar a cadeia financeira do crime organizado na região metropolitana, bloqueando o comércio irregular de peças.
Como a Operação Octavius rastreou os desmanches
O trabalho de inteligência começou em 5 de julho após a localização de um automóvel roubado na Rua Rio das Pedras. Os investigadores recuperaram o carro, detiveram um homem e recolheram seu aparelho celular para perícia técnica.
A análise das mensagens e dos dados extraídos revelou o funcionamento estruturado e a localização exata dos desmanches paulistanos. Essa fase investigativa forneceu todo o suporte jurídico para a deflagração da Operação Octavius, garantindo uma ação simultânea contra os receptadores.
“O nosso objetivo é atacar toda a cadeia do crime organizado, não somente os furtos e roubos. Conseguir encontrar esses comércios onde funcionavam os desmanches ilegais significa que atacamos o esquema que abastece financeiramente esses crimes”, afirmou o delegado Paul Verduraz, responsável pela Divecar.
Tática usava frota fantasma nas ruas
Os criminosos adotavam uma estratégia específica para ocultar os itens desmontados e enganar as autoridades. Eles utilizavam automóveis com aparência de abandono, estacionados em vias públicas próximas aos estabelecimentos irregulares, como galpões móveis para guardar motores e componentes caros.
A tática mantinha o material ilícito fora do espaço físico das lojas, dificultando o flagrante em eventuais fiscalizações de rotina. Os presos na Operação Octavius foram conduzidos à sede da Divecar e permanecem à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem para capturar outros integrantes da rede.