Operação Mulher Protegida prende 174 agressores em São Paulo
Mobilização das Delegacias de Defesa da Mulher cumpriu mandados judiciais em todo o estado e registrou 689 pedidos de medidas protetivas durante o Dia D da operação.
- Publicado: 03/07/2026 08:50
- Alterado: 03/07/2026 08:50
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
O Governo de São Paulo realizou nesta quinta-feira (2) a Operação Mulher Protegida, uma ofensiva policial dedicada ao cumprimento de mandados judiciais por violência doméstica e sexual. As autoridades prenderam 174 homens ao longo do dia em todo o território estadual.
Do total de detidos, 98 ocorreram em flagrante delito, enquanto 76 prisões resultaram de ordens da Justiça. As equipes policiais registraram simultaneamente 689 solicitações de medidas protetivas de urgência para vítimas de ameaças ou agressões diretas.
Impactos da Operação Mulher Protegida no estado
A Secretaria da Segurança Pública (SSP), com suporte estratégico da Secretaria de Políticas para a Mulher, coordenou o contingente. Agentes da Polícia Civil e integrantes das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) deflagraram as diligências nas primeiras horas da manhã.
“Cada mandado cumprido representa uma resposta concreta do poder público para interromper ciclos de violência”, afirmou a delegada Adriana Liporoni, secretária de Políticas para a Mulher. A gestora frisou a necessidade absoluta de uma atuação permanente do Estado contra os crimes de gênero.
As corporações operam diuturnamente para localizar criminosos e resguardar a integridade física e psicológica das denunciantes. “Não há espaço para a impunidade”, destacou o coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da Segurança Pública.
Acompanhamento judicial e rede de amparo feminino
A execução imediata das sentenças garante o afastamento do agressor do convívio da vítima. A eficácia contínua da Operação Mulher Protegida depende diretamente do trabalho investigativo das delegacias especializadas para sustentar o rigor das punições legais e evitar reincidências.
“Quando a medida judicial é efetivamente executada, o Estado interrompe o ciclo da violência e oferece mais segurança”, pontuou a delegada Cristiane Braga, coordenadora das DDMs. Esse passo inicial permite a continuidade do suporte assistencial sem que a mulher sofra novas intimidações.
A iniciativa integra a rede de amparo estruturada pelo programa SP Por Todas. Ferramentas governamentais como o aplicativo SP Mulher Segura facilitam as denúncias, fortalecendo o monitoramento e a rapidez de resposta em cada nova fase da Operação Mulher Protegida.