Operação contra estelionato cumpre mandado em Santo André
Estelionato: operação da Polícia Civil mira quadrilha que usava dados de empresas reais para aplicar golpes no ABC e no Interior
- Publicado: 08/09/2026 18:04
- Alterado: 08/09/2026 18:05
- Autor: Daniela Ferreira
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (8) a “Operação Equilibrium”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em crimes de estelionato contra estabelecimentos comerciais e fornecedores. As ações de busca e apreensão se estenderam por cinco cidades do Estado, incluindo Santo André, no ABC Paulista.
A operação foi coordenada pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba, com apoio estratégico das Delegacias Seccionais de Itapetininga e São Sebastião.
Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir dez mandados de busca domiciliar. Os alvos estavam localizados em Sorocaba, Itapetininga, Caraguatatuba, São Paulo (capital) e Santo André. Segundo o balanço divulgado pelas autoridades, duas pessoas consideradas peças-chave do esquema estão foragidas e as equipes permanecem em diligência para tentar efetuar as prisões.
Nas residências dos suspeitos, os investigadores apreenderam farto material probatório, incluindo celulares, notebooks, mídias digitais e documentos, que agora passarão por perícia para rastrear o destino das mercadorias roubadas e identificar outros possíveis envolvidos.
A Dinâmica do Golpe

A investigação da Deic revelou que o grupo operava por meio de fraude corporativa (roubo de identidade empresarial). Os criminosos utilizavam indevidamente o nome, os documentos (como o CNPJ) e os dados cadastrais de uma empresa regularmente constituída e com boa reputação na praça.
Com essas informações em mãos, os golpistas entravam em contato com grandes fornecedores se passando por representantes oficiais dessa companhia para realizar compras e pedidos de mercadorias faturadas, que nunca eram pagas.
O rastreio digital foi fundamental para a deflagração da operação. Durante as apurações preliminares, a Polícia Civil identificou uma série de ocorrências com características semelhantes em que o mesmo nome empresarial havia sido usado como “fachada” para as fraudes.
O cruzamento de dados de inteligência demonstrou que os golpistas compartilhavam sistematicamente os mesmos aparelhos, linhas telefônicas, contas de e-mail e aplicativos de mensagens. Esse mapeamento permitiu que a polícia desenhasse os núcleos de atuação da quadrilha e estabelecesse os vínculos entre os investigados, fundamentando os pedidos de busca e apreensão autorizados pela Justiça.