Nova gestão impulsiona a expansão da Fórmula Vee
A Fórmula Vee passa a ser gerida pelos empresários João Pedro Morato e Gustavo Mattedi e ganha nova sede em Piracicaba
- Publicado: 23/09/2026 17:08
- Alterado: 23/09/2026 17:08
- Autor: Gabriel de Jesus
A Fórmula Vee inicia um novo ciclo no automobilismo nacional. A categoria passa a ser administrada pelos empresários João Pedro Morato e Gustavo Mattedi, que assumem a gestão com o objetivo de fortalecer e ampliar a presença da modalidade no país. A nova sede foi inaugurada em Piracicaba, no interior de São Paulo, em evento que reuniu pilotos, patrocinadores e convidados.
Com experiência no esporte a motor, Morato e Mattedi chegam à Fórmula Vee com o plano de oferecer dois níveis de competição dentro da mesma estrutura. A iniciativa visa expandir o desenvolvimento de novos talentos nas pistas.
Estrutura técnica e resgate de categoria histórica

A nova organização confirmou a manutenção dos atuais carros da Fórmula Vee, equipados com motores Volkswagen 1.6 e câmbio de cinco marchas. Paralelamente, será criada uma divisão mais potente, utilizando os conjuntos mecânicos empregados na Fórmula 1600 (motores Ford Zetec Rocam 1.6 e câmbio de quatro marchas), combinados a um novo pacote aerodinâmico e estético.
Com essa mudança, a gestão resgata a Super Fórmula Vee, divisão que já formou campeões em décadas passadas. O projeto integra a competição tradicional, focada na acessibilidade e simplicidade mecânica, à Super Fórmula Vee, voltada a pilotos que buscam maior desempenho. A Fórmula 1600 permanece como modalidade independente no Campeonato Paulista de Automobilismo.
Trajetória dos novos gestores no automobilismo
Durante a inauguração da sede, os empresários detalharam os objetivos à frente do projeto. João Pedro Morato, que já atua na organização da Fórmula 1600 no Campeonato Paulista, destaca o peso histórico do novo compromisso.
“É um orgulho e um desafio enorme representar uma marca como essa. Foi depois de tê-la adquirido que comecei a entender o tamanho da categoria, além do número expressivo e importância dos pilotos que já passaram por ela, e que através dela chegaram à Fórmula 1. É uma responsabilidade muito grande”, afirma Morato.
Gustavo Mattedi, que iniciou a carreira no rental kart até alcançar o kartismo profissional, enfatizou o compromisso com a formação de pilotos na Fórmula Vee.
“É um prazer enorme estar na Fórmula Vee. Eu tinha um sonho de correr de kart e demorei para realizar, porque eu não tinha recursos, jamais imaginei estar aqui, e claro que se o Morato não entrasse eu também não entraria. Foi uma evolução eu passar a andar de kart próprio. E hoje, ajudar a prover para vocês uma categoria de competição em autódromo, é um outro mundo. Conto com todos para ajudar a mantê-la não só como categoria de competição, mas como modalidade de entrada para novos pilotos que chegam”, destaca Mattedi.
Trajetória e relevância na formação de pilotos
Com quase seis décadas de história no país, a Fórmula Vee surgiu inspirada em competições da Europa e dos Estados Unidos. O jornalista Matthias Petrich, correspondente da revista Auto Esporte, teve papel fundamental no incentivo para que construtores locais desenvolvessem os primeiros carros nacionais.
A primeira corrida oficial ocorreu em 14 de maio de 1967, no Rio de Janeiro, com vitória de Emerson Fittipaldi no modelo “Fitti-Vê”, projetado por Wilson Fittipaldi Júnior. Ao longo das décadas, a categoria consolidou-se como porta de entrada para a formação de grandes nomes do automobilismo mundial, incluindo José Carlos Pace e Nelson Piquet.