Não se Cale Vai à Escola orienta estudantes no Grande ABC
Programa estadual leva delegadas da Polícia Civil a colégios de Santo André, São Bernardo e Diadema para frear ciclos de agressões.
- Publicado: 18/08/2026 08:10
- Alterado: 18/08/2026 08:10
- Autor: Thiago Antunes
O Governo de São Paulo iniciou as atividades do projeto Não se Cale Vai à Escola nesta segunda-feira (17) para combater abusos. A força-tarefa mobiliza delegadas da Polícia Civil do Estado de São Paulo em colégios estaduais. Municípios do Grande ABC, como Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema, integram a lista prioritária da primeira etapa da ação.
Agentes de segurança orientam estudantes do Ensino Médio sobre a identificação de agressões e o acesso à rede de proteção. O cronograma estadual prevê 168 ações presenciais em três escolas de cada município participante. A dinâmica envolve conversas diretas com alunos, professores e gestores educacionais.
Foco do Não se Cale Vai à Escola no Grande ABC
A escolha das cidades paulistas seguiu critérios rigorosos da Secretaria da Segurança Pública. As 56 cidades selecionadas apresentam maior incidência de boletins de ocorrência relacionados à violência contra a mulher. A chegada do Não se Cale Vai à Escola na região do ABC atende uma demanda crítica de combate local aos agressores.
A presença de autoridades policiais nas instituições de ensino cria um ambiente de escuta ativa para os jovens. “A escola é um espaço fundamental não apenas para formar e informar, mas também para acolher e ajudar a identificar os primeiros sinais de violência”, afirma Adriana Liporoni, secretária de Políticas para a Mulher.
O projeto capacita o ambiente escolar para reconhecer comportamentos agressivos precocemente. “Segurança pública também se faz assim, com as polícias, a Educação e toda a rede de proteção trabalhando juntas”, ressalta Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública.
Atuação da Polícia Civil nas salas de aula
Delegadas abordam temas sensíveis de forma didática e objetiva durante os encontros. A Lei Maria da Penha guia as discussões sobre os mecanismos legais de proteção à vítima. Os jovens aprendem o funcionamento prático dos canais de denúncia para agir diante de suspeitas.
O trabalho preventivo feito no projeto Não se Cale Vai à Escola busca romper a barreira do medo nas denúncias. “As Delegacias de Defesa da Mulher recebem diariamente relatos que mostram como o silêncio e o desconhecimento sobre os canais de proteção agravam situações de violência”, destaca Cristiane Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher.
A união das secretarias estaduais ataca diretamente a naturalização dos abusos no cotidiano doméstico. “Levar informação à rede de ensino e à comunidade é o primeiro passo para prevenir e romper ciclos de violência”, declara Renato Feder, secretário da Educação.
Movimento estadual e próximos passos
O cronograma de implementação desta política pública tem duração prevista de 24 meses contínuos. A mobilização integra as ações da campanha São Paulo Por Todas, focada na autonomia e saúde feminina. Estudantes paulistas encontram no projeto Não se Cale Vai à Escola um mecanismo permanente de apoio, proteção e cidadania.