Programa Muralha Paulista passa a integrar parques estaduais de SP
O Parque Bruno Covas é a primeira unidade da capital paulista a receber o sistema integrado de videomonitoramento de segurança.
- Publicado: 11/06/2026 07:27
- Alterado: 11/06/2026 07:27
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
O Governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (10) a integração dos parques administrados pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) ao Programa Muralha Paulista. A iniciativa utiliza tecnologias inteligentes para reforçar a segurança pública de frequentadores e proteger o patrimônio natural.
O Parque Bruno Covas, localizado na capital paulista, inicia a operação do sistema. O local receberá 22 câmeras distribuídas em 19 pontos estratégicos.
Especialistas da Semil, da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e da EMAE definiram as posições dos equipamentos. O contrato estipula um prazo de 60 dias para a conclusão das instalações físicas.
O avanço do Programa Muralha Paulista
As câmeras ampliam a capacidade de vigilância territorial através de recursos avançados de análise de imagens. A rede acompanha os fluxos de circulação e monitora áreas sensíveis dinamicamente.
O compartilhamento de dados com as forças policiais ocorre em tempo real. A infraestrutura tecnológica do Programa Muralha Paulista cruza registros com o Banco Nacional de Mandados de Prisão.
O sistema de reconhecimento facial identifica foragidos da Justiça automaticamente. A tecnologia restringe rotas de fuga e localiza pessoas desaparecidas ou veículos roubados através da leitura de placas.
A SSP repassou dois drones para reforçar as ações de campo. As equipes usarão os equipamentos aéreos para flagrar desmatamentos e crimes ambientais nas áreas de preservação.
“A integração dos parques urbanos representa um avanço importante na gestão dessas áreas. Estamos incorporando tecnologia para ampliar a segurança dos visitantes”, afirmou o subsecretário de Meio Ambiente da Semil, Jonatas Trindade.
Expansão para novas áreas verdes
A gestão estadual planeja levar o programa Muralha Paulista para outros municípios. Técnicos avaliam as necessidades operacionais de cada área verde antes da implementação definitiva.
A Chácara da Baronesa, no ABC Paulista, e o Parque da Juventude, na zona Norte da capital, compõem a segunda fase do projeto. O parque Jequitibá, em Cotia, e o Maria Cristina, na zona Leste, também integram o planejamento estadual.
A elaboração técnica para os novos locais acontece em até 120 dias. O Estado fornecerá energia elétrica, conectividade e rede de fibra óptica para sustentar as operações de vigilância.
“Segurança pública se faz com presença, inteligência e tecnologia. A iniciativa ajuda na prevenção de crimes e dá mais agilidade à atuação das nossas forças“, ressaltou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
A fiscalização integrada inibe a movimentação de criminosos nas imediações do Rio Pinheiros. A presença contínua do Programa Muralha Paulista reduz os índices de reincidência criminal e devolve os espaços de convivência à população de forma segura.