Mulher morre após cair de rope jump sem corda; 6 pessoas são presas
Testemunha relatou à polícia que os organizadores esqueceram de fixar o sistema de segurança na vítima momentos antes do salto na ponte.
- Publicado: 13/06/2026 17:12
- Alterado: 13/06/2026 17:12
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: ABCdoABC
Maria Eduarda, uma jovem natural de Jandira (SP), morreu ao cair da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. A fatalidade ocorreu durante um salto de rope jump, quando a equipe responsável pela atividade falhou ao não conectar os equipamentos de segurança na participante.
O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constataram o óbito ainda no local da queda. O choque mecânico contra o solo causou morte instantânea.
A Polícia Militar efetuou a prisão de seis pessoas envolvidas na organização do evento. Dois suspeitos tentaram fugir pela área de mata fechada e acabaram capturados com o apoio aéreo tático do helicóptero Águia.
Investigação sobre a falha no rope jump
Homens que aparecem em imagens registradas no momento do acidente vestiam camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Uma testemunha informou aos policiais que os funcionários da equipe técnica negligenciaram a instalação da corda de retenção antes da queda livre.
Agentes conduziram a ocorrência para registro no 2º Distrito Policial de Limeira. As autoridades de segurança pública tomam agora os depoimentos dos detidos para apurar as responsabilidades criminais e as condições operacionais das prestadoras do serviço.
Postagem premonitória nas redes sociais
Poucas horas antes da tragédia, às 7h31, a vítima compartilhou uma foto no Instagram exibindo a estrutura do local. “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”, escreveu a jovem na legenda, acompanhada de um banner da marca organizadora pendurado no cenário.
O perfil da participante mostrava afinidade constante com a natureza. Ela exibia formação acadêmica nas áreas de educação física e gestão esportiva, além de destacar sua torcida pelo Santos Futebol Clube. A morte prematura gerou forte repercussão e levantou debates sobre o controle técnico em saltos de rope jump pelo país.
Empresa mantinha agenda intensa no Sudeste
A programação da equipe apontava pelo menos cinco outras datas confirmadas para saltos futuros. Os promotores já comercializavam ingressos para novas turmas programadas para operar na própria ponte de Limeira.
Calendários divulgados anteriormente cobravam taxas entre R$ 210 e R$ 250 pelas experiências de aventura extrema. A agenda das empresas incluía operações em municípios como Rio Claro (SP) e expedições comerciais estruturadas para o estado de Minas Gerais.
A prática de esportes radicais exige protocolos rígidos e documentados de checagem dupla em todas as etapas de ancoragem. A quebra destas medidas primárias de controle e segurança motivou a tragédia letal nesta operação irregular de rope jump.