Movimento pela Vida une esporte e saúde em Santos

Ação do Movimento pela Vida reúne mulheres na orla de Santos com aulas gratuitas e relatos de superação no combate ao câncer de mama

Movimento pela Vida une esporte e saúde em Santos

Crédito: Divulgação/Prefeitura de Santos

A orla da Praia da Aparecida recebeu, na manhã deste sábado (24), a segunda edição do Movimento pela Vida em Santos. Realizada nas imediações da tradicional Fonte do Sapo, a iniciativa articulou práticas esportivas orientadas, ações de conscientização sobre o câncer de mama e acolhimento a pacientes e sobreviventes durante a campanha do Outubro Rosa.

O projeto foi promovido pela Secretaria de Esportes (Semes) em parceria com a Secretaria da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos (Semulher). A programação do Movimento pela Vida ofereceu aulas gratuitas de ioga e ginástica recreativa, incentivando a adoção de hábitos saudáveis como ferramenta complementar de proteção à saúde feminina.

Prática de exercícios físicos e prevenção no cotidiano

Movimenta pela Vida -

A integração entre prevenção primária e condicionamento físico pautou os debates e as dinâmicas da manhã. A realização do Movimento pela Vida busca incentivar a rotina de exames periódicos e a manutenção do autocuidado contínuo, reduzindo fatores de risco associados a doenças crônicas e neoplasias.

Para a vice-prefeita Audrey Kleys, a valorização do cuidado com a saúde da mulher reflete em toda a comunidade. “Quando a mulher está bem cuidada, quando a gente dá atenção à mulher, a sociedade inteira está cuidada também, está zelada. Essa é a nossa missão”, destacou.

O titular da Semes, Rogério Sampaio, reforçou o papel social do desporto como instrumento preventivo. “Quando a gente fala de esporte, está falando de saúde e prevenção, que é tudo aquilo que queremos neste mês de outubro para essas mulheres. Marcar esse mês com atividade esportiva é unir duas coisas extremamente importantes: a saúde da mulher e a atividade física”, pontuou o secretário ao avaliar os impactos das oficinas do Movimento pela Vida.

Histórias de superação e acolhimento entre participantes

Além dos circuitos de exercícios, o Movimento pela Vida serviu como espaço de escuta e compartilhamento de vivências entre mulheres que concluíram ou ainda realizam tratamentos oncológicos. Os relatos demonstraram a relevância das redes de apoio emocional para a recuperação física e psicológica.

Diagnosticada aos 58 anos, Júlia Guedes, de 61 anos, enfrentou 16 tumores e ressaltou que a convivência coletiva transforma a perspectiva de quem enfrenta a enfermidade. “É importante para a autoestima, porque vêm mulheres que nunca tiveram câncer e veem mulheres passando pelo tratamento, dançando, lutando pela vida. Se algum dia acontecer com elas, vão lembrar desse dia e pensar: ‘Eu estive lá e elas venceram. Eu vou vencer também’. É um incentivo para mostrar que é possível viver, que a vida continua”, afirmou.

A necessidade de manter a vigilância em saúde para além das mobilizações de outubro também foi sublinhada por Julyana Machado, de 44 anos, que recebeu o diagnóstico aos 35 anos e passou por mastectomia unilateral. “Eu não ligava para a atividade física. Acho muito importante ter isso, e não é só em outubro, tem que ter sempre”, alertou.

Julyana frisou ainda o valor da convivência em grupos que enfrentam os mesmos desafios clínicos. “O grupo é maravilhoso. Nada como uma mulher que entende outra mulher. A gente fala a mesma língua. Costumo brincar que somos amigas do peito, da mesma tribo. Uma está mal, a outra já sabe como ajudar. Uma apoia a outra”, concluiu durante os encontros do Movimento pela Vida.

Gabriel de Jesus

  • Publicado: 24/10/2026 17:18
  • Alterado: 24/10/2026 17:18
  • Autor: Gabriel de Jesus