ABC registra alta de 40% nas locações de imóveis em setembro
Pesquisa em sete cidades mostra alta de 40,16% nas locações, venda direta com proprietário e predomínio de imóveis de dois dormitórios.
- Publicado: 29/10/2026 11:18
- Alterado: 29/10/2026 11:19
- Autor: Thiago Antunes
O mercado imobiliário do ABC teve comportamentos opostos em setembro de 2026. As vendas de imóveis residenciais usados recuaram 5,74% em relação a agosto, enquanto as locações avançaram 40,16% no mesmo período, segundo Pesquisa CRECISP.
A pesquisa reuniu informações de corretores e imobiliárias de sete cidades: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Os dados mostram mudanças no ritmo das negociações, nas formas de pagamento e no perfil dos imóveis vendidos e alugados.
Apartamentos de dois dormitórios lideram as vendas

Os apartamentos responderam por 81% das vendas de setembro, e as casas por 19%. Entre os apartamentos, 63,3% tinham dois dormitórios e 26,7% tinham três. As unidades de até um dormitório somaram 10%, e não houve venda de apartamentos com quatro ou mais.
Nas casas, a metade das vendas foi de imóveis com dois dormitórios. As de três dormitórios representaram 40%, e as de quatro ou mais, 10%.
O porte intermediário também dominou a área útil:
- Apartamentos: 56,7% tinham de 51 a 100 m², 30% até 50 m² e 13,3% de 101 a 200 m²
- Casas: 40% tinham de 101 a 200 m², 30% de 51 a 100 m² e 30% acima de 201 m²
Vendas se concentram entre R$ 201 mil e R$ 400 mil
As faixas de R$ 201 mil a R$ 400 mil somaram 47,5% das negociações. Os imóveis de R$ 301 mil a R$ 400 mil responderam por 25%, e os de R$ 201 mil a R$ 300 mil, por 22,5%.
Acima de R$ 501 mil ficaram 35% das vendas, contra 10% na faixa de R$ 401 mil a R$ 500 mil e 7,5% nos imóveis de até R$ 200 mil.
Sobre o desconto, 35% dos imóveis foram vendidos pelo valor anunciado. Outros 30% saíram com abatimento de até 5%, e mais 30% com desconto de 6% a 10%. Só 5% tiveram desconto na faixa de 31% a 35%.
Compra direta com o proprietário vira a forma mais comum

Em setembro, a modalidade mais frequente no mercado imobiliário do ABC foi a compra direto com o proprietário, com 40,4% das transações. O financiamento pela Caixa Econômica Federal ficou com 31,6%, e o financiamento por outros bancos e as compras à vista tiveram 14% cada. Não houve compras por consórcio.
Segundo a pesquisa, a mudança em relação ao padrão de agosto foi expressiva.
Quanto à localização, 55,9% das vendas ocorreram fora das áreas centrais e dos bairros nobres. As regiões centrais responderam por 33,9%, e os bairros nobres por 10,2%. A participação das áreas centrais indica o peso da proximidade de comércio, serviços e transporte na decisão do comprador.
Locações crescem 40,16% após queda em agosto
Depois da retração de agosto, o segmento de aluguel reagiu em setembro. As casas representaram 56% dos contratos, e os apartamentos, 44%.
Entre as casas alugadas, 50% tinham dois dormitórios e 31,8% tinham até um. As de três dormitórios somaram 13,6%, e as de quatro ou mais, 4,5%. Na área útil, 40,9% ficaram entre 51 e 100 m², 31,8% até 50 m² e 22,7% entre 101 e 200 m².
Nos apartamentos, os de dois dormitórios responderam por 72,2% das locações, seguidos pelos de três (22,2%) e pelos de até um (5,6%). A maioria, 61,1%, tinha de 51 a 100 m².
Aluguéis de R$ 2.001 a R$ 3 mil concentram os contratos
A maior parte dos contratos, 42,1%, ficou na faixa de R$ 2.001 a R$ 3 mil. Os valores de R$ 1.001 a R$ 1.500 somaram 21,1%, e os de R$ 1.501 a R$ 2 mil, 13,2%. Os acima de R$ 3.001 também ficaram com 13,2%, e os de até R$ 1 mil, com 10,5%.
Em 72,5% dos casos, o aluguel foi fechado pelo valor anunciado. Outros 15% tiveram desconto de até 5%, e 12,5%, de 6% a 10%.
O seguro-fiança foi a garantia mais usada, em 59,3% dos contratos. O depósito caução apareceu em 18,6%, outras modalidades em 13,6% e o fiador em 8,5%. Não houve título de capitalização.
Entre os inquilinos, 47,1% mudaram para um aluguel mais caro, 20,6% para um mais barato e 32,4% não deram justificativa. Na localização, 60,8% dos contratos ficaram em demais regiões, 23,5% em bairros nobres e 15,7% em áreas centrais.
Como o mercado imobiliário do ABC evoluiu em 2026
A variação mensal mostra um ano de oscilações. Abril foi o melhor mês para os dois segmentos do mercado imobiliário do ABC, com alta de 66,92% nas vendas e de 101,56% nas locações. Já fevereiro teve a maior queda nas vendas (-35,28%), e março a maior nas locações (-49,24%).
No acumulado de 2026, as vendas somam +60,45% e as locações +35,10%. Em 12 meses, as locações sobem 93,01%, e as vendas, 56,61%.
O que setembro mostra sobre o mercado imobiliário do ABC
O mês mostrou um mercado imobiliário do ABC dividido. Nas compras, predominaram os apartamentos de dois dormitórios e as negociações diretas com o proprietário. Nas locações, cresceram os contratos de imóveis compactos ou intermediários, com preços concentrados entre R$ 2.001 e R$ 3 mil.
Para o levantamento, comparar valores, localização, características do imóvel e condições de pagamento ou garantia ajuda compradores, vendedores e locatários a decidir com mais segurança, e o corretor tem papel na aproximação entre oferta e demanda.