Mendonça será relator de ação de Lula sobre sigilos no TSE
Sorteado relator, André Mendonça analisa pedido em que Lula autoriza a quebra dos próprios sigilos se Flávio Bolsonaro adotar a mesma medida
- Publicado: 20/10/2026 15:58
- Alterado: 20/10/2026 15:58
- Autor: Daniela Ferreira
O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi sorteado relator de uma ação protocolada pela defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No pedido apresentado nesta terça-feira (20), o petista solicita a liberação pública de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, condicionando a medida a uma atitude recíproca por parte de seu adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Origem do impasse e extensão da quebra de sigilo
A petição foi apresentada pela equipe jurídica do presidente após um desafio lançado durante o debate presencial promovido pela Band e pela Jovem Pan no domingo (18). A proposta enviada à Justiça Eleitoral estabelece o prazo-limite desta quarta-feira (21) para que os dados sigilosos das duas candidaturas sejam colocados em consulta aberta à população antes da votação final.

A ação protocolada não se limita aos dois candidatos à Presidência. A defesa de Lula concordou em abrir as informações da primeira-dama, Janja da Silva, e de seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, exigindo que a medida abranja também o núcleo familiar de Flávio Bolsonaro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, a esposa de Flávio, Fernanda Antunes, a mãe, Rogéria Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.
Alcance sobre pessoas jurídicas e investigação sobre empresas
O pedido estende a autorização para pessoas jurídicas nas quais os postulantes ao Palácio do Planalto ou seus familiares atuem como sócios, administradores ou figuras registradas como “usuários master“.
O documento encaminhado ao TSE cita a inclusão de apurações relacionadas ao inquérito de lavagem de dinheiro em que o senador do PL é investigado ao lado do advogado Willer Tomaz, no qual uma das contas corporativas sob análise mencionava Flávio como responsável financeiro.
A defesa do presidente defende no processo que a divulgação prévia dos dados financeiros e telefônicos é indispensável para garantir a transparência da consulta popular e subsidiar a decisão do eleitorado na reta final da disputa presidencial.