Marina Ruy Barbosa aposta em vestido de luxo no México
A escolha de Marina Ruy Barbosa no México reforça a força da moda de luxo na construção de imagem, unindo Valentino, identidade visual e experiência
- Publicado: 21/08/2026 15:18
- Alterado: 21/08/2026 15:18
- Autor: Daniela Penatti
Marina Ruy Barbosa voltou a ganhar destaque no circuito internacional ao aparecer no México usando um vestido da Valentino Garavani completamente bordado com paetês. A peça apresenta um degradê que começa no prateado e avança até diferentes tons de azul. Encontrado em plataformas de multimarcas por aproximadamente R$ 166 mil, o modelo rapidamente repercutiu nas redes sociais e em portais.
Mais do que o preço elevado, a escolha revela como o mercado de alto padrão vem utilizando a moda para criar desejo e construir narrativas. Para a estrategista de marcas com atuação internacional e especialista no segmento de luxo Tamara Lorenzoni, o valor de uma peça desse tipo está principalmente na capacidade de permanecer na memória.
“Quando uma personalidade como Marina escolhe uma peça dessa natureza, ela não está apenas usando um vestido. Existe uma construção de narrativa. A roupa passa a fazer parte de uma história maior, que envolve a pessoa, a ocasião, a marca e o imaginário que aquele universo representa”, explica Tamara.
Marina Ruy Barbosa e a identidade visual no luxo

O vestido escolhido pertence a uma estética explorada pela Valentino em diferentes coleções, especialmente no uso de paetês e superfícies luminosas. A atriz já havia usado anteriormente uma criação com linguagem semelhante, reforçando a conexão entre sua identidade pessoal e a assinatura estética.
Segundo Tamara, a repetição de determinados elementos não reduz a exclusividade de uma aparição. Pelo contrário, pode contribuir para consolidar uma identidade visual facilmente reconhecível.
“No mercado de luxo, permanência é uma palavra muito importante. Uma escolha não precisa necessariamente ser inédita para ser relevante. Quando existe coerência, ela contribui para consolidar uma assinatura, uma presença e até um capital cultural. É isso que transforma uma peça em algo maior do que um objeto de desejo momentâneo”, afirma.
O vestido de Marina Ruy Barbosa como experiência
Outro aspecto está na experiência provocada pelo figurino. O trabalho de bordado, o movimento dos paetês e a transição das cores conferem ao vestido uma presença própria, principalmente em fotografias e aparições públicas.
Para a especialista, essa capacidade de provocar uma experiência é justamente o que diferencia o mercado de luxo de uma lógica baseada apenas no consumo.
“O luxo contemporâneo está cada vez menos relacionado à ostentação evidente e mais à sutileza da escolha. Raridade, excelência, narrativa e experiência trabalham juntas. O preço pode despertar curiosidade, mas é a história que sustenta o desejo”, destaca Tamara.
A aparição também ocorre em um momento estratégico da carreira de Marina Ruy Barbosa. Ela está no México para divulgar projetos pessoais ligados ao audiovisual e ampliar sua presença no mercado latino-americano.
Nesse cenário, o figurino também funciona como uma extensão de posicionamento. “Quando imagem pessoal e marca caminham na mesma direção, existe uma força muito grande. Marina tem uma estética reconhecível e, ao vestir uma criação tão marcante, transforma aquela aparição em uma experiência de marca. É uma construção de presença, e não apenas de aparência”, avalia a estrategista.
Mais do que um vestido avaliado em seis dígitos, a escolha evidencia como o mercado de alto padrão trabalha com códigos cada vez mais sofisticados. A roupa deixa de ser apenas um item de vestuário e passa a carregar conceitos como exclusividade, singularidade, permanência e desejo.
No fim, essa pode ser uma das características mais marcantes do novo luxo: não precisar explicar seu valor continuamente. A força está em criar uma experiência capaz de permanecer na memória.