Malu Fernandes mira vaga na Alesp pelo PL
Malu Fernandes disputa vaga na Alesp aos 26 anos, após dois mandatos em Mogi e atuação voltada à educação, juventude e mulheres
- Publicado: 21/08/2026 08:04
- Alterado: 21/08/2026 08:04
- Autor: Daniela Penatti
Mestre em Gestão e Políticas Públicas e uma das vereadoras mais jovens de São Paulo, Maria Luiza Fernandes, Malu Fernandes (PL), aos 26 anos, disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ela chega ao pleito com dois mandatos, a maior votação da história da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes e uma trajetória marcada por pautas ligadas à Educação, juventude, empreendedorismo e defesa das mulheres.
Em meio à campanha eleitoral, a parlamentar também tem uma medida protetiva vigente contra o ex-companheiro, experiência pessoal que reforçou sua atuação no combate à violência contra a mulher.
Malu Fernandes reúne experiência e formação pela FGV

Com forte aproximação ao público evangélico, a vereadora foi reeleita em 2024 com 5.089 votos. O resultado a tornou a parlamentar mais votada da história da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes e a campeã de votos entre os vereadores eleitos no Alto Tietê para o mandato de 2024 a 2028.
Na eleição de 2026, a candidata apresenta, além da experiência acumulada na vereança, formação acadêmica na área de gestão pública. Ela é graduada em Administração Pública e mestre em Gestão e Políticas Públicas, ambos os títulos pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
No Legislativo mogiano, preside a Comissão Permanente de Educação. Também ocupa a vice-presidência da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo e coordena o PL Jovem da Região Metropolitana paulista.
Ao longo dos dois mandatos, a parlamentar conquistou mais de R$ 2,5 milhões em emendas. Sua atuação foi concentrada em projetos relacionados à Educação, formação de jovens, empreendedorismo e políticas públicas para mulheres, bandeiras que pretende levar a outras regiões do estado caso seja eleita deputada estadual.
Malu Fernandes aposta em projetos para a juventude

Entre as iniciativas desenvolvidas está o Decola Jovem, feira estudantil que já alcançou cerca de 15 mil estudantes, passou por mais de 50 escolas e envolveu 25 empresas em mais de sete cidades.
Outro projeto é o Jump, programa destinado à formação de jovens lideranças, que já contabiliza mais de 300 participantes formados.
Na área educacional, a candidata defende propostas como a gratuidade do transporte público no dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a criação de cursinho pré-vestibular gratuito, medidas de combate à evasão escolar e a inclusão da disciplina de Educação Financeira na grade curricular das crianças.
Defesa das mulheres ganhou espaço na trajetória política
A defesa dos direitos das mulheres passou a ocupar espaço ainda maior na trajetória política de Malu Fernandes. A parlamentar disputa a eleição deste ano sob uma medida protetiva expedida em maio contra o ex-namorado.
O caso teve novos desdobramentos no mês passado, quando a Justiça determinou o encaminhamento à Polícia Judiciária para investigação de possíveis crimes contra a honra, violência psicológica e descumprimento de medidas cautelares.
Até então, o ex-companheiro respondia por violência política de gênero, segundo informações apresentadas pela defesa da vereadora. Os advogados afirmam que houve diversas ameaças relacionadas ao mandato parlamentar e apontam reincidência, com investidas que também teriam buscado atingir a pré-candidatura à Alesp.
“Não escolhi transformar uma situação pessoal em bandeira política. Mas quando você passa por isso e percebe que muitas mulheres vivem situações semelhantes em silêncio, entende que ocupar um mandato também significa usar a própria voz para abrir caminho para quem não consegue ser ouvido”, afirma.
A atuação em defesa do público feminino também aparece em propostas apresentadas na Câmara de Mogi das Cruzes. A vereadora é coautora da Lei de Distribuição de Absorventes, defende o funcionamento da Delegacia da Mulher durante 24 horas e apresentou medidas voltadas à autonomia financeira de vítimas de violência doméstica.
Ela também é autora de uma lei que garante a presença de doulas nas unidades de saúde e de propostas relacionadas à implantação gratuita de contraceptivos de longa duração e à oferta de Fisioterapia Pélvica na rede pública.
“Minha fé me ensinou a não desistir diante das dificuldades e a entender a Política como instrumento para servir. Quero levar para a Alesp aquilo que construímos em Mogi (das Cruzes) e no Alto Tietê: oportunidade para os jovens, incentivo para quem empreende e uma rede de proteção que não deixe nenhuma mulher sozinha quando ela mais precisar”, conclui a candidata.