Mãe relata evolução de filha com paralisia em São Vicente
No Dia Mundial da Paralisia Cerebral, centro de reabilitação em São Vicente reforça suporte multiprofissional e fornecimento de órteses e cadeiras
- Publicado: 06/10/2026 11:24
- Alterado: 06/10/2026 11:24
- Autor: Daniela Ferreira
No Dia Mundial da Paralisia Cerebral, celebrado nesta terça-feira (6), a Prefeitura de São Vicente destaca os avanços obtidos pelo Centro de Reabilitação Física Infantil São Camilo no atendimento a crianças com paralisia cerebral. A história da moradora Isabela Gomes e de sua filha Eloah exemplifica o impacto da identificação correta e do suporte multiprofissional no desenvolvimento infantil.
Após receber um diagnóstico inicial equivocado em um convênio médico privado, Isabela buscou auxílio no Centro São Camilo, onde a filha recebeu o diagnóstico preciso de paralisia cerebral aos dois anos de idade.
A paralisia cerebral abrange um grupo de transtornos decorrentes de lesões no cérebro em desenvolvimento, podendo ocorrer na gestação, no parto ou nos primeiros anos de vida.

Com o início imediato do acompanhamento especializado pela rede pública municipal, a criança obteve conquistas em mobilidade, interação familiar e comunicação verbal.
Acompanhamento multiprofissional e entrega de órteses na rede pública
O plano de reabilitação na unidade vicentina conta com atendimento integrado de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisiatria, psicologia, nutrição e serviço social.
Além do suporte terapêutico, a família recebeu uma nova cadeira de rodas adaptada fornecida pela Prefeitura de São Vicente, juntamente com órteses para correção postural.
No município, o Centro São Camilo é referência no atendimento de crianças de até 12 anos com deficiências físicas ou neurológicas.

A rede municipal de saúde também dispõe das unidades Reabilitar I e II para o atendimento continuado de pacientes com diferentes necessidades de reabilitação.
“Ver minha filha se comunicar e se locomover é gratificante. Cada criança tem seu próprio tempo e o essencial é não desistir e buscar o tratamento correto”, afirma Isabela Gomes, mãe de Eloah.