Mãe transforma luto em projeto de futebol para crianças em Sorocaba

Após perder o filho de 14 anos em um acidente, moradora da periferia de Sorocaba criou iniciativa gratuita que hoje atende mais de 60 meninos e incentiva a inclusão por meio do esporte

Crédito: Divulgação

Em um campo de terra no bairro São Bento, na periferia de Sorocaba, mais de 60 crianças e adolescentes encontram no futebol uma oportunidade de convivência, aprendizado e desenvolvimento pessoal. O espaço abriga o Projeto Monte Leal, iniciativa social criada por Maria Aparecida Campos de Paula, conhecida como Cidinha.

A ação atende meninos entre 5 e 17 anos e oferece treinamentos gratuitos ao longo da semana. Além do incentivo à prática esportiva, o projeto busca fortalecer valores como disciplina, respeito e cidadania.

História começou de forma simples

O projeto teve início há quase dez anos, quando o filho mais velho de Cidinha passou a organizar atividades esportivas para um pequeno grupo de crianças da comunidade.

Segundo ela, os primeiros encontros reuniam apenas quatro ou cinco participantes em um terreno próximo à residência da família. Após uma pausa durante a pandemia, a iniciativa voltou a crescer e passou a atrair cada vez mais jovens da região.

Os treinamentos acontecem de segunda a quarta-feira, com divisão por faixa etária para garantir a segurança dos participantes.

Dor da perda deu origem a um novo propósito

A história do Projeto Monte Leal está diretamente ligada a uma tragédia familiar. Há oito anos, Cidinha perdeu o filho caçula, de 14 anos, que sonhava em seguir carreira no futebol e havia acabado de ser aprovado em uma avaliação de um grande clube.

O adolescente morreu após ser atropelado por um motorista embriagado. Desde então, a mãe encontrou no trabalho com as crianças uma forma de ressignificar a dor e manter vivo o legado do filho.

Hoje, ela dedica grande parte do seu tempo à organização das atividades e ao acompanhamento dos jovens atendidos pelo projeto.

Trabalho voluntário mantém iniciativa ativa

Nenhuma das famílias atendidas precisa pagar para participar da escolinha. O projeto é sustentado por trabalho voluntário, doações e parcerias com a iniciativa privada.

O filho mais velho de Cidinha atua como professor voluntário, enquanto moradores da comunidade colaboram com a organização das atividades esportivas.

A proposta vai além da formação de atletas. O objetivo principal é contribuir para que os participantes tenham perspectivas de futuro e construam trajetórias positivas.

Apoio fortalece ações sociais por meio do esporte

Entre os parceiros da iniciativa está o Programa Pequenos de Raça, do Instituto Adimax, que auxilia com o fornecimento de parte dos uniformes utilizados nos treinamentos e competições.

De acordo com a organização, o esporte desempenha papel importante na formação de crianças e adolescentes, ajudando no desenvolvimento de competências como disciplina, trabalho em equipe e responsabilidade.

Para Cidinha, o maior resultado não está necessariamente na descoberta de novos talentos do futebol, mas na formação de cidadãos. Seu desejo é que os jovens atendidos pelo projeto cresçam com oportunidades e se tornem profissionais de diferentes áreas, contribuindo para a sociedade.

Instituto Adimax apoia inclusão social

Com sede em Salto de Pirapora, no interior de São Paulo, o Instituto Adimax desenvolve programas voltados à inclusão social, ao apoio de pessoas em situação de vulnerabilidade e ao bem-estar animal.

Entre suas iniciativas está o Programa Cão-Guia, que realiza gratuitamente a formação e entrega de cães de assistência para pessoas com deficiência visual. Além disso, a instituição mantém outros projetos sociais voltados à promoção da qualidade de vida e da inclusão.

  • Publicado: 25/06/2026 09:35
  • Alterado: 25/06/2026 09:35
  • Autor: Suzana Rezende
  • Fonte: Instituto Adimax