Lula encerra campanha com ato na Avenida Paulista
Lula participa de ato final na Avenida Paulista neste sábado (24), ao lado de aliados; campanha pediu câmeras corporais ligadas e reforço na segurança
- Publicado: 24/10/2026 15:11
- Alterado: 24/10/2026 15:11
- Autor: Gabriel de Jesus
O presidente Lula (PT) realiza neste sábado (24) o último ato de rua de sua campanha à reeleição, na Avenida Paulista, em São Paulo. A mobilização está prevista para começar às 16h, nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e deve reunir apoiadores, parlamentares e lideranças políticas aliadas na reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
A organização alterou o formato do evento e informou que Lula passará pelo público em um carro aberto, em vez de realizar a caminhada inicialmente prevista. A mudança busca evitar a circulação de manifestantes pelas ruas do entorno. Antes mesmo do início programado, por volta das 13h30, apoiadores já se concentravam nas proximidades do Masp.
A Avenida Paulista, com cerca de 2,8 quilômetros de extensão, é um dos principais pontos de manifestações políticas da capital paulista. No dia 11 de outubro, apoiadores de Lula também ocuparam trechos da via. Uma semana depois, em 18 de outubro, cerca de 71,8 mil pessoas participaram de um ato de apoio a Flávio Bolsonaro, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP.
Lula terá apoio de aliados políticos
O ato de Lula contará com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato a permanecer no cargo, e dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB). Parlamentares eleitos para as Assembleias Legislativas e para o Congresso Nacional, além de outras lideranças políticas, também foram convidados.
Entre os símbolos levados pelos apoiadores está um lápis inflável gigante, apresentado como contraponto a um míssil levado por manifestantes favoráveis a Flávio Bolsonaro no ato de 18 de outubro. O objeto trazia uma frase em inglês que pedia aos Estados Unidos um ataque nuclear contra o Brasil.
A mobilização marca a última etapa da campanha de Lula antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
Campanha de Lula pede reforço na segurança
A organização do ato discutiu medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô em uma reunião realizada em 20 de outubro. As conversas ocorreram após a divulgação de vídeos com registros de vandalismo em manifestações anteriores.
Entre as solicitações encaminhadas à Polícia Militar, a campanha de Lula pediu que os agentes utilizem câmeras corporais ligadas ininterruptamente durante o evento e permaneçam devidamente identificados. A organização afirmou que as medidas permitiriam identificar possíveis responsáveis por atos de vandalismo. Até a manhã deste sábado, a campanha ainda não havia recebido resposta oficial ao pedido, segundo informações publicadas pelo Metrópoles. <Cite refs={[“turn839194search0”]}/>
Outro ponto de discussão foi a instalação de tapumes para proteger as estações de metrô da Avenida Paulista. Segundo a campanha, a estrutura chegou a ser instalada, mas a empresa contratada informou que o Metrô teria solicitado sua retirada durante a madrugada de sábado. A justificativa apresentada, conforme a organização, foi que a própria companhia adotaria medidas de proteção ao patrimônio.
O Metrô, por sua vez, informou à imprensa que suas estratégias operacionais são definidas com base em critérios técnicos e de segurança. Durante o evento, grades foram colocadas no entorno das estações como parte das medidas de proteção, conforme apuração do Metrópoles
A campanha também informou ter encaminhado ofícios à Polícia Militar e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para garantir que a manifestação não prejudique o transporte das urnas eletrônicas. Advogados do partido estarão distribuídos em pontos do evento para acompanhar possíveis ocorrências e prestar assistência jurídica.
A dispersão do público está prevista para a Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista, com o objetivo de facilitar a circulação na região. A organização informou ainda que não será permitido o uso de drones durante o ato e que as imagens da mobilização serão disponibilizadas posteriormente.
Com a presença de aliados e apoiadores, Lula encerra sua agenda de rua em São Paulo antes da votação de domingo, quando os eleitores decidirão quem comandará a Presidência da República no próximo mandato.