Litoral de SP prevê calor forte com o El Niño
O fenômeno El Niño deve elevar as temperaturas e intensificar tempestades na região de Santos durante a primavera e o verão
- Publicado: 09/08/2026 11:05
- Alterado: 09/08/2026 11:05
- Autor: Gabriel de Jesus
O fenômeno El Niño deve provocar temperaturas acima da média histórica na Baixada Santista ao longo da primavera e do verão. O processo climático ocorre devido ao aquecimento anormal das águas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação dos ventos e a distribuição de umidade na atmosfera global.
No cenário nacional, as manifestações do El Niño apresentam variações regionais significativas. Enquanto a Região Sul registra maior volume de precipitação e risco de alagamentos, trechos do Norte e Nordeste enfrentam secas prolongadas. No Sudeste, o impacto central do El Niño concentra-se na elevação dos termômetros.
Tempestades intensas entram no radar de monitoramento
Apesar do aumento do calor, a projeção para o volume de precipitação pluviométrica na costa paulista ainda não apresenta um padrão fixado. A elevação térmica provocada pelo El Niño, no entanto, serve como combustível para o surgimento de eventos meteorológicos severos.
“O que se espera para o cenário atual é um calor acima da média durante a primavera e o verão, o que pode atuar como um fator agravante para tempestades mais intensas”, explica Franco Cassol, meteorologista da Prefeitura de Santos.
O especialista reforça que o aumento da temperatura não garante volumes acumulados de chuva superiores à média, mas exige vigilância constante das equipes de defesa civil.
“É difícil precisar em quais meses esses eventos ocorrerão, sendo imprescindível o acompanhamento contínuo da previsão meteorológica. Existem riscos para a nossa região, como a ocorrência de chuvas intensas, tempestades ou vendavais, especialmente na primavera e no verão”, alerta Cassol.
Impactos na rotina e serviços públicos
A influência do El Niño exige adaptações no cotidiano da população e na gestão de serviços essenciais. Ondas de calor prolongadas provocam picos no consumo de energia elétrica e demandam cuidados reforçados com a saúde pública, sobretudo em relação a crianças, idosos e portadores de enfermidades crônicas. Setores como a agricultura e o abastecimento hídrico regional também seguem sob monitoramento devido às oscilações no regime de chuvas associadas ao El Niño.