Linhas 11, 12 e 13 têm falhas pelo terceiro dia seguido em SP
Ocorrência interrompeu o fornecimento de energia entre Brás e Sebastião Gualberto, afetando as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
- Publicado: 23/07/2026 07:15
- Alterado: 23/07/2026 08:07
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
A Linha 12-Safira enfrenta falhas estruturais severas na manhã desta quinta-feira (23), paralisando milhares de passageiros na cidade de São Paulo. O ramal sofre com interrupções no fornecimento de energia elétrica no trecho entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, evento que provocou incêndio em uma composição e forçou os usuários a caminharem pelos trilhos.
A Trivia Trens, nova operadora privada responsável pelo sistema, assumiu a concessão oficialmente há apenas três dias. O colapso operacional deflagrado atinge simultaneamente outros trajetos metropolitanos cruciais administrados pela mesma companhia.
Linha 12-Safira e demais ramais interrompidos
A falha generalizada afeta o funcionamento parcial da Linha 11-Coral, que passou a operar momentaneamente apenas entre as estações Estudantes e Corinthians-Itaquera. A Linha 12-Safira permanece totalmente paralisada, impacto que se estende para a Linha 13-Jade e o Serviço Expresso Aeroporto, sem previsão exata para a normalização do fluxo de vagões.
A operadora acionou o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE) para tentar escoar a demanda represada nas plataformas. A estratégia emergencial conta com 21 ônibus disponibilizados para atender a população retida nos trechos bloqueados.
“As equipes técnicas atuam no local para identificar a causa da ocorrência e realizar os reparos necessários, com o objetivo de restabelecer a circulação dos trens no menor tempo possível”, afirmou a empresa Trivia Trens por meio de nota oficial.
Histórico de falhas na nova administração
Os gargalos logísticos começaram ainda no período inicial de transição. O balanço recente mostra que a Linha 12-Safira apresentou defeitos em equipamentos de via na quarta-feira (22), forçando os maquinistas a conduzirem os trens com velocidade reduzida desde as 8h52.
A instabilidade provocou superlotação extrema na estação Brás durante o horário de pico noturno. Os funcionários da empresa executaram o desembarque assistido de passageiros por questões de segurança. O site oficial da administradora falhou em alertar o público sobre as panes em tempo real.
O fim da operação estatal
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) encerrou sua participação direta na operação comercial à meia-noite de terça-feira (21). A transferência encerra um cronograma de 60 dias de operação assistida entre o poder público e a iniciativa privada.
O contrato determina que o grupo Comporte Participações gerencie uma extensão superior a 101 quilômetros de vias férreas urbanas. A concessionária assegurou os direitos operacionais por 25 anos e precisa movimentar cerca de 1 milhão de cidadãos diariamente.
A atual administração herdou 92 composições ativas e prometeu incorporar 15 novos veículos à frota ao longo do contrato. Os acidentes sucessivos destes primeiros dias escancaram a urgência de ajustes rigorosos para reestabilizar o serviço na Linha 12-Safira e resguardar a segurança dos trabalhadores da metrópole.