Justiça dá prazo de 48 horas para que fundador da igreja Bola de Neve entregue armas

Fundada pelo religioso em meados dos anos 1990, a Bola de Neve atua em 34 países, com 560 templos.

  • Data: 11/07/2024 14:07
  • Alterado: 11/07/2024 14:07
  • Autor: Redação
  • Fonte: FolhaPress/Leonardo Fuhrman
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Crédito:Reprodução/Instagram

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O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta quarta-feira (10) a apreensão das armas pertencentes ao pastor evangélico Rinaldo Luiz de Seixas Pereira. Conhecido como apóstolo Rina, ele é líder e fundador da Igreja Bola de Neve.

O líder religioso é investigado em inquérito policial sob suspeita de “ameaça, difamação, injúria, lesão corporal, violência doméstica, falsidade ideológica e violência psicológica contra a mulher”, depois de ter sido denunciado pela sua esposa, a também pastora Denise Seixas.

Fundada pelo religioso em meados dos anos 1990, a Bola de Neve atua em 34 países, com 560 templos. O casal atualmente está afastado do comando da igreja por conta das denúncias de violência de gênero e um conselho foi criado para fazer a gestão da entidade.

Rina também é acusado, em outro inquérito, de importunação sexual contra uma fiel e funcionária da igreja. Nos dois casos, ele nega ter cometido os crimes. Sua defesa afirma que as investigações a cargo da polícia e do Ministério Público “demonstrarão que as denúncias são infundadas”.

Na decisão, em um agravo de instrumento com pedido de antecipação de tutela, as advogadas de Denise pediram a apreensão da arma. Elas entendem que a manutenção da posse da arma “representa um risco iminente à integridade física e à vida” da pastora.

O desembargador Hugo Maranzano deu prazo de 48 horas, a partir da notificação, para que o pastor entregue à Justiça todas as armas que estão em sua posse. Ele destaca que a própria defesa do acusado confirmou a posse e já tinha colocado a arma “à disposição” da Justiça.

A apreensão da arma é mais uma das medidas protetivas em favor de Denise. O pastor Rinaldo Pereira está impedido desde o mês passado de chegar a menos de 300 metros da esposa, de seus familiares e de eventuais testemunhas do caso.

O religioso também não pode tentar manter qualquer contato com ela, mesmo que por outras pessoas. Recentemente, o enteado do pastor, Nathan Gouvêa, deu entrevista ao UOL em que relatou ser vítima desde a infância do comportamento agressivo do marido de sua mãe.

O pastor já foi ouvido oficialmente no inquérito, cuja investigação está sendo feita pela 9ª Delegacia de Defesa da Mulher, na zona noroeste de São Paulo, assim como testemunhas apontadas por ele e pela esposa.

A apreensão da arma havia sido rejeitada na primeira instância. Para a defesa do pastor, a apreensão da arma é uma questão “periférica e circunstancial” e a entrega será feita assim que os advogados forem notificados da decisão.

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  • Data: 11/07/2024 02:07
  • Alterado: 11/07/2024 02:07
  • Autor: Redação
  • Fonte: FolhaPress/Leonardo Fuhrman









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