João Monteiro de Barros Filho morre aos 87 em Barretos
Criador da Rede Vida, João Monteiro de Barros Filho, falece aos 87 anos. Cidade decreta luto oficial e homenageia legado na TV
- Publicado: 10/09/2026 21:27
- Alterado: 10/09/2026 21:37
- Autor: Leonardo Nogueira
O jornalismo católico perde um de seus maiores pioneiros. O criador da Rede Vida deixa uma marca histórica incontestável na televisão do Brasil. O país se despede de um ícone da radiodifusão. João Monteiro de Barros Filho faleceu nesta quinta-feira (10), aos 87 anos, no interior de São Paulo. O empresário estava internado na Santa Casa de Barretos, tratando complicações de saúde. Sua morte encerra um capítulo fundamental da mídia religiosa nacional.
Trajetória de João Monteiro de Barros Filho na comunicação
A história do comunicador começou cedo. Ele ingressou no rádio esportivo aos 17 anos e rapidamente demonstrou faro para o negócio jornalístico. Essa visão empreendedora o levou a adquirir emissoras locais e a fundar o jornal O Diário de Barretos. O impresso consolidou sua influência e defendeu os interesses da região.
Anos depois, o projeto mais ambicioso saiu do papel. Com forte apoio de lideranças da Igreja Católica, João Monteiro de Barros Filho inaugurou a Rede Vida de Televisão em 20 de junho de 1995. A emissora transformou a maneira como a fé é transmitida nas telas brasileiras.
Despedida e homenagens em Barretos
A prefeitura do município decretou luto oficial de três dias. As cerimônias fúnebres de João Monteiro de Barros Filho reúnem familiares, autoridades e admiradores ao longo de dois dias. A organização dividiu as homenagens em etapas litúrgicas:
- Velório inicial: Capela Santa Josefina Bakhita, quinta-feira (10), até as 23h.
- Missa de corpo presente: Catedral do Divino Espírito Santo, sexta-feira (11), a partir das 8h.
- Sepultamento: Cemitério Municipal de Barretos, sexta-feira (11), programado para as 12h.
A Diocese de Barretos emitiu um comunicado oficial sobre a perda. A instituição destacou a relação profunda do empresário com os valores cristãos e o serviço comunitário.
“A partida representa uma grande perda para Barretos, para a comunicação brasileira e, de maneira muito particular, para a Igreja Católica, à qual esteve ligado durante décadas por laços de amizade, fé, colaboração e serviço.”
Repercussão na imprensa paulista
Veículos de comunicação reverenciaram o legado do pioneiro. O Grupo EP ressaltou a atuação obstinada do jornalista na defesa da sociedade do interior paulista. O impacto de seu trabalho ultrapassou as fronteiras do jornalismo local e inspirou novas gerações.
A equipe do jornal O Diário de Barretos também prestou tributo ao seu criador. A redação publicou uma nota emocionada sobre a herança imaterial deixada pelo empresário.
“A sua voz, suas iniciativas e seu legado permanecem vivos na história de Barretos e de todos aqueles que acompanharam sua caminhada.”
O pioneirismo sempre guiou as decisões do radiodifusor. Ele construiu pontes sólidas entre a informação local e a evangelização em massa. O nome de João Monteiro de Barros Filho permanece gravado definitivamente na história da imprensa brasileira.