Itaú Cultural Play exibe 10 curtas do Kinoforum
Itaú Cultural Play reúne dez curtas do Kinoforum entre 20 de agosto e 6 de setembro, com histórias sobre afeto, identidade, memória e diversidade
- Publicado: 18/08/2026 14:41
- Alterado: 18/08/2026 14:41
- Autor: Daniela Penatti
Entre 20 de agosto e 6 de setembro, a Itaú Cultural Play recebe uma seleção de dez curtas-metragens da 37ª edição do Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo. Gratuita e dedicada ao cinema brasileiro, a plataforma amplia o acesso à programação do evento, que será realizado presencialmente na capital paulista entre 20 e 30 de agosto.
Produzidos em Minas Gerais, Roraima, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Paraíba, os filmes apresentam personagens e situações atravessados por diferentes experiências de vida. As histórias abordam relações afetivas, questões de gênero e raça, memórias individuais e coletivas e vínculos com distintos territórios.
Itaú Cultural Play recebe seleção do Kinoforum
A mostra reúne obras que passaram por festivais brasileiros e internacionais e exploram diferentes possibilidades da linguagem cinematográfica, com espaço para música, fantasia, relações familiares, encontros, conflitos e experiências de mulheres na Amazônia.
Entre os destaques está Frutafizz (SP, 2025), dirigido por Kauan Bueno. A produção acompanha um homem que retorna à cidade onde passou a infância e revisita lembranças durante uma viagem de trabalho pelo interior paulista. O curta recebeu o prêmio de Melhor Curta-Metragem Brasileiro no Festival de Cinema de Gramado e representou o Brasil na competição do Festival de Clermont-Ferrand, na França.
Já Morfeu e Caronte (SP, 2026), de Jocimar Dias Jr. e Luiz Ulian, acompanha três homens queer idosos diante da proximidade da morte e dos impactos da demência sobre um dos integrantes do trio. A obra venceu o prêmio de Melhor Curta de Ficção na 50ª edição do Frameline, Festival Internacional de Cinema LGBTQ+ de São Francisco.
Em Diu (SP, 2025), Camila Schincaglia parte de um jantar entre duas pessoas para abordar as consequências de uma experiência de aborto. O filme foi selecionado para o BIFFF – Brussels International Fantastic Film Festival.
Filmes exploram memória, identidade e território
A animação A menina que queria ser pedra (MG, 2026), de Jackson Abacatu, conta o encontro entre um menino curioso e uma garota que vive às margens de um lago. A narrativa aborda emoções, esperança e aceitação e foi produzida integralmente com desenhos feitos à mão, utilizando nanquim sobre páginas de livros antigos.
Em A pele do ouro (RR, 2025), Marcela Ulhoa e Yare Perdomo apresentam memórias registradas em diários para revelar experiências de mulheres nos garimpos da Amazônia brasileira. A produção acompanha Patri, personagem que escreve e desenha sobre sua trajetória desde a infância na Venezuela até a busca pelo ouro na floresta, expondo condições de vida e trabalho enfrentadas por mulheres nesse contexto.
Pique-pega (RJ, 2026), de Mia Lima Rocha, retrata o reencontro de Ana e Dida durante uma festa. A ocasião faz ressurgirem questões que permaneceram sem resolução no passado. O elenco reúne Carol Duarte, que estreou na televisão em A Força do Querer, em 2017, como Ivan Garcia, personagem que se descobre transexual ao longo da trama, e Malu Galli.
Conhecida por trabalhos na TV Globo, Galli interpretou Lúcia na série Queridos Amigos, Lygia em Cheias de Charme, Maria Lídia em Amor de Mãe e Violeta em Além da Ilusão.
Itaú Cultural Play reúne histórias sobre música e diversidade
A música conduz Recife tem um coração (RN, 2025), de Sena Rodrigo. O curta acompanha Silvio Silva, apresentado como um fenômeno da música brega em Recife, durante uma transmissão ao vivo criada para arrecadar dinheiro destinado à compra de uma nova caixa de som.
Em Samba infinito (RJ, 2025), Leonardo Martinelli acompanha um gari que enfrenta a morte da irmã e as responsabilidades do trabalho durante o Carnaval carioca. No caminho, ele encontra uma criança perdida. O elenco conta com Alexandre Amador, Miguel Leonardo, Camila Pitanga e Gilberto Gil.
A experimentação cinematográfica e as questões de gênero ganham destaque em Trivakra (RJ, 2026), de Angst Sofia. A obra apresenta um ritual travesti de transformação hormonal que provoca uma ruptura na construção tradicional de gênero.
Fechando a seleção, Um oceano inteiro (PB, 2025), de Bruna Dias e Carine Fiúza, acompanha duas mulheres negras migrantes em uma jornada pelo sertão e pelo litoral da Paraíba. O percurso articula memórias, traumas e afetos, enquanto a água funciona como metáfora para migração, fluidez e reconstrução da identidade.
O acesso à plataforma é gratuito pelo site oficial, nas smart TVs Samsung, LG, Android TV e Apple TV, além de aplicativos para dispositivos Android e iOS e Chromecast. Parte do catálogo também pode ser encontrada nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.
A Itaú Cultural Play pode ser acessada pelo endereço oficial da plataforma: itauculturalplay.com.br.