Israel retoma ataques no sul do Líbano após acordo de cessar-fogo
Bombardeios ocorreram um dia após a assinatura do acordo entre Israel e Líbano, enquanto Hezbollah rejeita os termos da trégua
- Publicado: 28/06/2026 12:05
- Alterado: 28/06/2026 12:05
- Autor: Suzana Rezende
- Fonte: FolhaPress
Israel retomou os ataques no sul do Líbano na noite de sábado (27), apenas um dia após a assinatura de um acordo de cessar-fogo entre os dois países. Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), os bombardeios tiveram como alvo integrantes armados do Hezbollah na região de Nabatieh, próxima à área onde tropas israelenses mantêm operações militares.
De acordo com a agência oficial libanesa NNA, uma pessoa morreu durante os ataques.
Exército afirma ter atingido estrutura do Hezbollah
As FDI informaram que identificaram combatentes do Hezbollah operando em uma estrutura militar e realizaram ataques contra o grupo. Os militares também afirmaram ter destruído um lançador de foguetes utilizado pela organização.
Em comunicado, o Exército israelense declarou que continuará realizando operações para eliminar ameaças contra civis e soldados israelenses.
Hezbollah rejeita acordo firmado
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo de cessar-fogo como um “grave erro”. Segundo ele, o governo libanês fez concessões unilaterais que, na visão do grupo, legitimam a permanência das forças israelenses em território libanês. Por isso, afirmou que a trégua não teria validade.
Israel defende permanência militar
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou que as tropas israelenses permanecerão por um período prolongado em partes do sul do Líbano. Segundo ele, o governo libanês não teria condições de desarmar o Hezbollah devido à participação de integrantes do grupo na administração do país.
Já o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o acordo representa um avanço para Israel e o classificou como um golpe contra o Irã e o Hezbollah.
Entenda o acordo de cessar-fogo
O acordo foi firmado após cinco rodadas de negociações realizadas em Washington e prevê a transferência gradual do controle de áreas-piloto do sul do Líbano para o Exército libanês. O objetivo é permitir o retorno da população civil e fortalecer a soberania do país.
O conflito se intensificou em março deste ano, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em apoio a grupos palestinos aliados do Irã. Em resposta, Israel realizou ataques aéreos e iniciou uma ofensiva terrestre no sul libanês, ocupando áreas do território e ampliando a destruição na região.