Irã afirma que novas sanções dos EUA irão fracassar
Ministro das Relações Exteriores iraniano classificou as ameaças de Washington como sinal de desespero e pediu diálogo
- Publicado: 23/08/2026 13:16
- Alterado: 23/08/2026 13:16
- Autor: Gabriel de Jesus
O Irã reagiu neste domingo (23) à ameaça dos Estados Unidos de impor novas sanções contra Teerã. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, classificou as medidas como sinal de desespero e afirmou que Washington não conseguirá derrotar o país.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, deve conceder uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (24) e ameaçou impor “as sanções mais duras da história” ao Irã.
A economia iraniana já enfrenta forte pressão devido às sanções internacionais, enquanto a infraestrutura do país tem sido alvo de ataques desde o início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel, em 28 de fevereiro.
Irã desafia pressão dos Estados Unidos
Apesar das dificuldades, Teerã mantém uma postura de resistência após quase seis meses de guerra. O país também praticamente paralisou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, recusando a passagem de petroleiros não autorizados pela importante rota para o transporte global de petróleo.
O bloqueio elevou os preços internacionais do petróleo e aumentou a pressão sobre os mercados.
Em um vídeo publicado no Telegram, Araqchi afirmou que a mudança da estratégia militar para novas medidas econômicas demonstra que os Estados Unidos estão “desesperados”.
O chanceler iraniano defendeu que Washington adote uma postura respeitosa e busque uma solução diplomática baseada, segundo ele, em justiça e honra.
“Nunca tivemos medo. Todas as ações deles — sejam bloqueios ou outras medidas militares que tomaram — fracassaram, e essa nova iniciativa deles também fracassará”, declarou.
Trump ameaça países que apoiarem o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também elevou o tom contra países que forneçam apoio ao Irã. O republicano ameaçou impor consequências econômicas a governos que ofereçam “qualquer tipo de apoio vital” a Teerã.
Bessent também pediu que a China coopere com Washington. O país asiático compra mais de 80% do petróleo exportado pelo Irã, segundo dados de 2025 da empresa de análise Kpler.
Pequim, por sua vez, defendeu a via diplomática e afirmou que uma guerra econômica não seria positiva para nenhuma das partes.