IPCA sobe 0,07% em julho, diz IBGE
O indicador oficial registrou variação positiva puxada pela energia elétrica residencial compensada pela queda no grupo de alimentação.
- Publicado: 11/08/2026 09:55
- Alterado: 11/08/2026 09:55
- Autor: Thiago Antunes
O IPCA de julho subiu 0,07% no Brasil. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados nesta terça-feira (11). O resultado aponta uma desaceleração em relação à taxa de 0,16% registrada no mês de junho.
No acumulado de 2026 a inflação marca 3,44%. O índice dos últimos 12 meses apresenta alta de 4,44%, recuando da marca anterior de 4,64%. A cesta de compras dos brasileiros refletiu dinâmicas opostas entre as despesas essenciais durante o período.
Conta de luz pressiona o IPCA de julho
O grupo Habitação liderou os aumentos do IPCA de julho com alta de 0,99%. A energia elétrica residencial disparou 3,09% no mês. Esse item isolado respondeu por 0,13 ponto percentual da inflação, anulando o alívio gerado por outros setores da economia.
O movimento inverso ocorreu no grupo Alimentação e bebidas, que registrou queda de 0,67%. Os alimentos comprados para consumo em casa recuaram 1,14%. Os consumidores encontraram alívio financeiro nos hortifrútis e em itens básicos da despensa diária.
| Grupo de Despesas | Variação (%) |
| Alimentação e bebidas | -0,67% |
| Habitação | 0,99% |
| Artigos de residência | 0,07% |
| Vestuário | -0,66% |
| Transportes | 0,05% |
| Saúde e cuidados pessoais | 0,40% |
| Despesas pessoais | 0,22% |
| Educação | -0,03% |
| Comunicação | 0,04% |
Produtos in natura lideram reduções
O preço do tomate despencou 29,09%. A batata-inglesa caiu 19,59%, a cenoura reduziu 14,41% e o café moído ficou 2,45% mais barato. Esses produtos funcionaram como os principais responsáveis por conter o avanço do IPCA de julho.
A alta atingiu diretamente os laticínios e as frutas nas prateleiras dos supermercados. O leite longa vida subiu 2,47%. As frutas ficaram 1,20% mais caras para o consumidor final.
O custo da alimentação fora do domicílio subiu 0,55% no período, superando a variação do mês anterior. As refeições em restaurantes e lanchonetes pesaram mais no bolso do trabalhador. O preço dos lanches aumentou 0,76%, enquanto as refeições tradicionais subiram 0,42%.
A dinâmica mista entre habitação e alimentação define o comportamento do IPCA de julho. O recuo nos preços da comida equilibrou a pressão das tarifas de energia no orçamento das famílias brasileiras.