Inverno exige atenção redobrada com a saúde respiratória

Inverno chega com queda de temperatura e maior risco de doenças respiratórias, além de reacender mitos sobre vacinação e contágio

Crédito: Agência Brasil

O inverno começou oficialmente no Brasil no último dia 21 de junho e já traz impactos diretos na saúde pública, especialmente no aumento de casos de doenças respiratórias. A previsão é de que o período mais frio do ano se intensifique em julho, impulsionando também a circulação de vírus como Influenza, Covid-19 e Vírus Sincicial Respiratório (VSR), além de ampliar a incidência de gripes e resfriados.

Impactos do inverno nas doenças respiratórias

No inverno, o ar frio e seco compromete o funcionamento natural das células que revestem as vias respiratórias, dificultando a eliminação de partículas, poluentes e microrganismos. Esse cenário favorece infecções e pode agravar condições crônicas como asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

“O ar frio e seco pode prejudicar o funcionamento normal das células que revestem as vias respiratórias, tornando mais lenta a eliminação de germes, poluentes e partículas inaladas. Isso favorece infecções respiratórias e pode contribuir para a piora de doenças crônicas”, explica o pneumologista Gabriel Domingues dos Santos, professor da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC).

Segundo o especialista, também há um componente comportamental relevante: pessoas tendem a permanecer mais tempo em ambientes fechados, com menor ventilação, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios.

Mitos e verdades sobre gripe e vacinação

Durante o período do inverno, ainda circulam diversas informações incorretas sobre formas de contágio e prevenção. Um dos principais mitos é a ideia de que vacinas podem causar gripe.

“O que pode ocorrer são efeitos adversos leves e passageiros, como dor no local da aplicação ou febre baixa. A vacinação reduz significativamente o risco de formas graves da doença e hospitalizações”, afirma o especialista.

Outro equívoco comum é associar exposição ao frio diretamente ao surgimento de doenças respiratórias. Segundo o pneumologista, o fator determinante são os vírus, e não hábitos como andar descalço ou consumir bebidas geladas.

Cuidados essenciais e prevenção no dia a dia

No contexto do inverno, medidas simples ajudam a reduzir o risco de infecções respiratórias. Entre elas estão a lavagem nasal com soro fisiológico, a higienização frequente das mãos e a manutenção de ambientes ventilados.

O especialista também alerta para o cuidado com objetos armazenados por longos períodos, como cobertores e roupas de frio, que podem acumular poeira, ácaros e fungos.

Além disso, manter a vacinação em dia, hidratação adequada e sono regular são fatores essenciais para fortalecer o sistema imunológico. A prática de atividade física também contribui para a saúde respiratória, mesmo nos dias mais frios.

  • Publicado: 24/06/2026 18:57
  • Alterado: 24/06/2026 18:57
  • Autor: Daniela Penatti
  • Fonte: UMC