Governo de SP faz pesquisa sobre bem-estar animal nos municípios
Pesquisa estadual mapeia serviços de proteção para cães e gatos. Municípios da Grande São Paulo devem enviar dados até 31 de agosto.
- Publicado: 24/08/2026 11:33
- Alterado: 24/08/2026 11:33
- Autor: Thiago Antunes
O Governo de SP convoca as prefeituras da Região Metropolitana de São Paulo para a segunda edição da Pesquisa Estadual de Bem-estar Animal. A iniciativa coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) mapeia estruturas municipais de cuidado com cães e gatos.
Os gestores públicos têm até o dia 31 de agosto para responder ao questionário. O formulário permanece aberto nos canais digitais da secretaria com o objetivo de consolidar um perfil amplo dos serviços públicos de proteção animal.
Governo de SP foca na adesão metropolitana
O balanço atual aponta que 15 dos 39 municípios da Região Metropolitana já participaram do levantamento, o que representa 38,5% de adesão na região. No panorama estadual completo, 224 dos 645 municípios paulistas enviaram respostas, índice equivalente a 34,7% de participação total.
As respostas orientam a atuação do Governo de SP na identificação de demandas urgentes e na valorização das iniciativas locais. O cruzamento das informações permite direcionar recursos estaduais com precisão para as cidades.
“A participação dos municípios é fundamental para que o Estado conheça de forma mais precisa as realidades locais e possa planejar políticas públicas cada vez mais efetivas de proteção e bem-estar animal”, ressaltou a diretora de Bem-estar Animal da Semil, Karen Camargo.
Diagnóstico anterior revelou alta na oferta de castração
O primeiro ciclo do mapeamento ocorreu no início de 2024 e englobou 151 cidades de diferentes regiões do Estado. Os dados consolidados demonstraram que 62,3% das cidades participantes ofereciam serviços permanentes de castração.
A estrutura de atendimento local também mostrou força na área veterinária. O levantamento indicou que a presença de médicos-veterinários no cuidado direto de cães e gatos atingiu 75% dos municípios consultados.
O raio-x expôs gargalos complexos em saúde única enfrentados pelas administrações. Os gestores relataram a ocorrência de casos de acumulação de animais em 45% dos municípios respondentes.
O censo evidenciou disparidades no monitoramento habitacional de pets. O relatório apontou que 42,3% das cidades realizaram levantamentos sobre animais domiciliados, enquanto apenas 24,5% promoveram estudos sobre a população de rua. A atualização completa dessas métricas depende diretamente do engajamento das prefeituras com a nova fase da pesquisa promovida pelo Governo de SP.