Google impõe restrições ao Gemini e afeta projetos da Meta

Falta de capacidade computacional faz gigante das buscas restringir acesso da plataforma aos modelos avançados de inteligência artificial.

Crédito: Montagem/ABCdoABC {Unsplash}

O Google impôs restrições ao uso dos seus modelos de inteligência artificial Gemini pela Meta. A gigante das buscas tomou a decisão por não conseguir fornecer a capacidade computacional exigida pela empresa de mídias sociais para seus projetos internos.

A limitação afeta diretamente as operações de segurança da companhia comandada por Mark Zuckerberg. A plataforma dependia da tecnologia externa, considerada superior aos modelos de código aberto Llama, para automatizar a remoção de conteúdos prejudiciais e combater golpes.

Diante do gargalo imposto pelo Google, a direção orientou os funcionários a otimizarem o consumo de tokens de sistema. A alternativa encontrada pela equipe de engenharia envolve a adoção crescente do modelo próprio Muse Spark para reduzir a dependência de terceiros.

Falta de servidores do Google afeta mercado

O jornal britânico Financial Times revelou que as restrições atingem diversos clientes da Alphabet, controladora do buscador. O boom da tecnologia testa o limite físico e energético dos data centers globais. Ambas as empresas se recusaram a comentar as informações publicadas pela reportagem.

Para tentar suprir a explosão da demanda, o Google fechou um acordo bilionário de infraestrutura no início de junho. A companhia concordou em repassar US$ 920 milhões mensais à SpaceX, empresa de Elon Musk, para garantir capacidade extra de processamento.

O contrato de serviços em nuvem soma US$ 30 bilhões e vai até meados de 2029. Os altos investimentos no setor geram impactos pesados nas finanças corporativas das big techs e forçam adequações orçamentárias drásticas.

Reestruturação financeira e demissões

A empresa de redes sociais anunciou internamente o corte de 10% da sua força de trabalho para compensar os gastos operacionais elevados. A medida representa cerca de 8.000 postos de trabalho eliminados.

A reestruturação corporativa incluiu o remanejamento de 7.000 funcionários para novas funções estratégicas. O mercado observa como a Meta equilibrará o desenvolvimento interno de sistemas enquanto lida com as limitações de infraestrutura impostas pelo Google.

  • Publicado: 28/06/2026 15:27
  • Alterado: 28/06/2026 15:27
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Financial Times