Fim da história: Demóstenes Torres é cassado
Com maioria dos votos pela cassação, fica inelegível até 2027
- Publicado: 11/07/2012 20:48
- Alterado: 11/07/2012 20:48
- Autor: Alex Faria
- Fonte: Interno
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Em sessão presidida pelo senador José Sarney, que iniciou a sessão lendo as regras de tempo aprovadas pelos líderes dos partidos. Logo no iniçio foi solicitado um aparte do Senador Humberto Costa, solicitando alteração nas regras pré-definidas, foi atendido, com aprovação dos líderes.
Primeiro a discursar, o Sen. Humberto Costa, um dos relatores do processo, contesta a qualificação de peça de ficção de seu relatório manifestado por Demóstenes em seus discursos durante a semana. Posicionando-se claramente, cita todos os fatos que o levaram a concluir o relatório, solicitando a cassação do até então Senador Demóstenes afirmando que Demóstenes mentiu aos parlamentares ao negar sua relação com o contraventor.
O Senador Pedro Tasques, outro relator de processo, defende a cassação do mandato afirmando que “Demóstenes adotou comportamento incompatível com o decoro mandato. Ele feriu de morte a dignidade do cargo e a ética que se impõe aos parlamentares”.
O Senador Randofe Rodrigues do PSOL que foi o partido que fez a representação da cassação de Demóstenes por quebra de decoro parlamentar, usou a tribuna pelos 30 minutos aprovados afirmando que o senador quebrou o decoro e para defender a cassação. Randolfe afirmou que as gravações feitas pela Polícia Federal entre Demóstenes e Cachoeira deixam claro as relações entre o senador e o contraventor eram mais que pessoais. “O que está em jogo é um sinal para milhões de brasileiros sobre a credibuliade de uma instituição”, afirmou. “O diálogo mostra claramente o nível de relação entre Cachoeira e o representado […] Muitas são as provas que mostram a conduta incompatível com o decoro parlamentar.”
Demóstene Torres utilizou seus 35 minutos com apelos aos parlamentares com o intuito de salvar seu mandato como senador por Goiás. Citando Pôncio Pilatos, Protágoras, a reputação de mulheres classificadas como “vagabundas”, cita outros políticos envolvidos no caso Cachoeira, preservação da “imagem” do Senado Federal, chegando até a lembrar o petista Humberto Costa (PT-PE), ex-ministro da Saúde citado no escândalo dos sanguessugas, que provou três anos depois que era inocente das acusações de desvio de emendas parlamentares na área da saúde. Não conseguiu seu intento: com 56 votos aprovando a cassação contra 19 de absolvição e 5 abstenções, Demóstenes deixa o Senado imediatamente, acompanhado pelo advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro.