Fernanda Montenegro denuncia uso indevido de imagem
Fernanda Montenegro denunciou o uso ilegal de sua imagem e voz em propaganda de falso remédio que prometia cura para o Alzheimer nas redes sociais
- Publicado: 13/07/2026 15:06
- Alterado: 13/07/2026 15:06
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: FOLHAPRESS
A atriz Fernanda Montenegro recorreu às redes sociais para denunciar que sua imagem e sua voz foram utilizadas sem autorização em uma propaganda de um suposto medicamento. O produto era direcionado ao público idoso e anunciava uma promessa de cura para doenças como o Alzheimer.
De acordo com a artista, o conteúdo também afirmava, de maneira falsa, que ela fazia uso do tratamento divulgado. “Sou usada como locutora e usuária. Só vi essa invasão na minha pessoa quando usei meu celular“, declarou.
Atriz classifica prática como crime
Ao comentar o episódio, Fernanda Montenegro afirmou que a utilização indevida de sua identidade representa uma grave violação de direitos.
“O uso invasor dessa dimensão na vida de um ser humano é um crime”, disse a atriz. Até o momento, ela não informou se adotará alguma providência judicial além da denúncia pública feita após descobrir a existência da propaganda.
Casos semelhantes também atingem outras personalidades
O caso de Fernanda Montenegro não é isolado. Outras figuras públicas também já denunciaram o uso de inteligência artificial para criar anúncios enganosos na internet.
Entre elas está o médico, escritor e colunista da Folha, Drauzio Varella, que relatou ter sua voz e seu rosto manipulados por meio da tecnologia para promover a venda de supostos “remédios milagrosos” nas redes sociais.
Alzheimer ainda não tem cura definitiva
A denúncia envolvendo Fernanda Montenegro também chama atenção para a desinformação sobre tratamentos médicos. Atualmente, o Alzheimer ainda não possui cura definitiva. Os medicamentos disponíveis conseguem apenas aliviar determinados sintomas e retardar a progressão da doença, sem eliminá-la.
Com a repercussão do caso, Fernanda Montenegro reforça o alerta sobre os riscos do uso indevido de imagem e voz por meio de ferramentas de inteligência artificial, prática que tem sido empregada para aplicar golpes e divulgar falsas promessas de tratamentos médicos.