Feminicídios caem 19,1% e prisões sobem 36% na cidade de SP

Com 38 casos registrados até setembro, capital paulista reduz feminicídios em 19,1% e amplia em 36,3% o número de agressores detidos por violência doméstica

Feminicídios caem 19,1% e prisões sobem 36% na cidade de SP

Crédito: Foto: Divulgação/Governo de SP

A capital paulista registrou uma retração de 19,1% nos casos de feminicídios entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O balanço estatístico oficial aponta que a cidade contabilizou 38 ocorrências nos primeiros nove meses deste ano, contra 47 registros computados de janeiro a setembro de 2025.

Paralelamente à redução desse tipo penal, as ações de repressão policial resultaram em um crescimento de 36,3% no total de agressores presos por violência doméstica na capital. O índice saltou de 2.114 autuações em 2025 para 2.881 detenções em 2026.

Os indicadores divulgados pela administração estadual também revelam queda nos homicídios dolosos e nos roubos seguidos de morte (latrocínios), que atingiram os menores patamares da série histórica compilada para o acumulado dos nove meses.

Indicadores criminais contra a vida e recorte mensal

Feminicídios no ABC - Violência Contra a Mulher. Diadema
(Joédson Alves/Agência Brasil)

No período avaliado, os homicídios dolosos recuaram de 376 casos em 2025 para 338 ocorrências em 2026 na cidade de São Paulo, representando um decréscimo de 10,1%.

Os latrocínios apresentaram redução de 17,8%, caindo de 28 para 23 ocorrências, cinco casos a menos em termos absolutos frente aos primeiros nove meses de 2025. No recorte isolado do mês de setembro, os registros de feminicídio diminuíram de seis para quatro casos na comparação interanual.

Os homicídios dolosos de setembro registraram recuo de 12%, passando de 50 para 44 casos, assinalando o segundo menor índice da série histórica para o nono mês do ano. Em contrapartida, os latrocínios no mês subiram de duas para três ocorrências.

O mapeamento e a resposta operacional aos crimes violentos contam com o suporte técnico do programa SP Vida, ferramenta da SSP que centraliza a análise de dados criminais para identificar padrões, subsidiar investigações de campo e direcionar o policiamento para manchas criminais de maior incidência.

Estrutura de atendimento especializado e ferramentas de proteção

Feminicídios
SSP

A rede estadual de suporte e repressão qualificada dispõe, na capital, de nove Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), sendo que sete operam com plantão presencial ininterrupto de 24 horas.

Em âmbito estadual, o quadro soma 144 unidades de DDMs, com 39 funcionando 24 horas diárias, além de salas de acolhimento especializadas instaladas no interior de delegacias convencionais da Polícia Civil.

Na Polícia Militar, o atendimento direcionado às ocorrências emergenciais é operacionalizado pela Cabine Lilás, canal especializado do serviço telefônico 190 conduzido por policiais femininas treinadas para orientar sobre medidas protetivas e direitos.

As vítimas contam ainda com as funcionalidades do aplicativo digital SP Mulher Segura, que centraliza o registro eletrônico de boletins de ocorrência, a consulta a postos policiais e o acionamento de botão do pânico integrado. O acompanhamento contínuo dos casos identificados é executado nas ruas pelas equipes da Patrulha SP Mulher Segur

Daniela Ferreira

  • Publicado: 30/10/2026 07:22
  • Alterado: 30/10/2026 07:22
  • Autor: Daniela Ferreira