Estudo da FMABC aponta peptídeo que melhora metabolismo

Conduzido pela FMABC e Proteimax, teste clínico com 56 voluntários aponta redução na resistência à insulina com uso de peptídeo inovador

Estudo da FMABC aponta peptídeo que melhora metabolismo

Crédito: Divulgação/FMABC

Um estudo clínico conduzido pelo Centro Universitário FMABC, em parceria com a empresa de biotecnologia Proteimax, revelou resultados promissores sobre a atuação do peptídeo PEP19. A substância atua no metabolismo do tecido adiposo, promovendo uma redistribuição favorável da gordura corporal.

A pesquisa foi publicada recentemente na revista científica internacional iScience. Ao todo, o ensaio avaliou 56 voluntários divididos em três grupos durante um acompanhamento contínuo de 90 dias.

Os participantes que receberam a maior dosagem da substância (10 mg) registraram uma queda significativa na gordura acumulada na região abdominal em comparação aos quadris e coxas. A medição utilizou o índice androide-ginoide (A/G), parâmetro padrão para avaliar o acúmulo de gordura corporal.

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O dado que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi a ocorrência dessa reestruturação sem a necessidade de perda expressiva de peso total ou de redução de massa magra. A mudança sinaliza que a atuação do peptídeo é focada na qualidade da distribuição metabólica.

Além disso, os exames clínicos apontaram melhorias expressivas no controle glicêmico e na sensibilidade do organismo à insulina. Houve redução na taxa de hemoglobina glicada (HbA1c), indicador que mede a média de açúcar no sangue ao longo dos meses.

Também foi registrada a queda no índice HOMA-IR, utilizado para mensurar a resistência à insulina. Os efeitos positivos na metabolização do açúcar no sangue começaram a ser notados a partir do 60º dia de acompanhamento nos voluntários.

A substância opera modulando o receptor canabinoide tipo 1 (CB1R), receptor ligado às vias de sinalização e sensibilidade insulínica do corpo. Durante os testes, o peptídeo demonstrou alto perfil de segurança, sem sinais de toxicidade ou efeitos adversos laboratoriais.

A pesquisa contou com cientistas das áreas de Análises Clínicas, Endocrinologia, Pediatria e Bioquímica da FMABC. A instituição e a biotech já preparam novos testes para ampliar o contingente de voluntários e estender o prazo de monitoramento.

Daniela Ferreira

  • Publicado: 18/09/2026 09:48
  • Alterado: 18/09/2026 09:48
  • Autor: Daniela Ferreira