ESF Bitaru promove palestra do Outubro Rosa em São Vicente
Com alertas sobre sinais de risco e incentivo a hábitos saudáveis, palestra do Outubro Rosa mobiliza público feminino em unidade de saúde
- Publicado: 15/10/2026 11:29
- Alterado: 15/10/2026 11:29
- Autor: Daniela Ferreira
A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), realizou uma palestra educativa sobre o câncer de mama na Estratégia Saúde da Família do Bitaru (ESF Bitaru) na quarta-feira (14). A atividade, inserida no calendário da campanha Outubro Rosa, reuniu moradoras do bairro para debater os fatores de risco, os sinais de alerta da neoplasia e a importância da mamografia periódica e do autoexame no diagnóstico precoce da doença.
Histórico do Outubro Rosa e estatísticas do câncer no Brasil
Conduzida pelas enfermeiras Natália Robert e Camila Martins, a palestra relembrou o surgimento histórico do movimento de conscientização nos Estados Unidos durante a década de 1990, quando o laço rosa se tornou símbolo global da luta contra o câncer de mama. As profissionais contextualizaram o cenário epidemiológico atual no país, reforçando a necessidade do acompanhamento contínuo pelas equipes de atenção básica.

De acordo com dados apresentados durante a atividade, o Brasil registra anualmente cerca de 80 mil novos diagnósticos e 18 mil óbitos decorrentes do câncer de mama. A indicação das especialistas da unidade é para que as mulheres realizem o exame de mamografia a partir dos 40 anos, mantendo a observação das mamas de forma preventiva em todas as idades.
Identificação de sintomas e hábitos de vida saudáveis
Durante a explanação, as enfermeiras orientaram as participantes sobre as alterações físicas que exigem avaliação médica imediata nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e ESFs do município. Além da presença de nódulos palpáveis, o alerta inclui:
- Mudanças na textura ou coloração da pele da mama;
- Retração ou alteração no formato do mamilo;
- Saída espontânea de secreção ou fluido pelo mamilo;
- Assimetrias e abaulamentos recentes no tecido mamário.

As profissionais enfatizaram que a identificação dessas alterações não confirma o diagnóstico de malignidade, mas torna indispensável o exame clínico. Como medidas complementares de prevenção primária, a equipe de enfermagem destacou a prática rotineira de atividades físicas, a adoção de uma alimentação equilibrada e a cessação do tabagismo e do consumo de bebidas alcoólicas.
A palestra contou com depoimentos de pacientes acompanhadas pela rede municipal, reforçando a importância do autocuidado diário e do cumprimento da rotina de exames preventivos.
“No Brasil, temos 18 mil mortes e 80 mil diagnósticos anuais por câncer de mama. Por isso, é essencial realizar a mamografia a partir dos 40 anos e praticar o autoexame para identificar qualquer alteração suspeita com rapidez”, destacou a enfermeira Natália Robert.