Entenda as razões para o Corinthians ter demitido Marcelo Paz

Marcelo Paz chegou ao Corinthians no início da temporada, após a saída de Fabinho Soldado

Entenda as razões para o Corinthians ter demitido Marcelo Paz

Crédito: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

A passagem de Marcelo Paz pelo Corinthians chegou ao fim nesta terça-feira (20), em meio ao agravamento da crise esportiva e ao aumento da pressão nos bastidores. Após uma reunião com o presidente Osmar Stabile, o executivo deixou o cargo em comum acordo com o clube. A decisão ocorreu depois de uma sequência de resultados negativos, eliminações em competições e um ambiente cada vez mais desgastado no departamento de futebol.

Embora a diretoria inicialmente sinalizasse a intenção de manter o profissional até o encerramento da temporada, a combinação de cobranças externas e problemas internos tornou a permanência mais difícil. Entre os fatores que contribuíram para a saída estão a pressão da torcida organizada Gaviões da Fiel, as críticas a decisões da gestão e a piora da relação com os jogadores.

Pressão da Gaviões da Fiel aumentou o desgaste

Dias antes da demissão, a Gaviões da Fiel havia cobrado publicamente a saída de Marcelo Paz. A manifestação ampliou a pressão sobre a presidência, que já enfrentava questionamentos pelo desempenho da equipe e pela proximidade da zona de rebaixamento.

O Corinthians atravessava um período de instabilidade, com nove partidas sem vitória e eliminações nas copas. Diante desse cenário, a manutenção do executivo passou a ser questionada, e a diretoria acabou optando por uma mudança no comando do futebol.

Contratação de Seedorf gerou críticas internas

Outro ponto de desgaste foi a avaliação interna sobre a contratação de Seedorf. Segundo apuração, setores ligados à presidência consideraram inadequada a escolha do profissional para o momento vivido pelo Corinthians.

O ex-jogador estava sem trabalhar como treinador desde 2019 e apresentava aproveitamento considerado baixo nas equipes que comandou. A avaliação de que faltava experiência recente no futebol brasileiro para lidar com uma situação de emergência provocou críticas nos bastidores.

Desabafo de Gabriel Paulista expôs crise no elenco do Corinthians

corinthians seedorf
Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O relacionamento entre a diretoria e os jogadores também teria se deteriorado. Após a derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, no domingo (11), o zagueiro Gabriel Paulista fez um desabafo contundente, criticou a falta de respaldo da cúpula alvinegra e revelou atrasos salariais.

“Tem muita gente aqui dentro que não respeita esse clube”, afirmou o defensor. A declaração evidenciou o nível de insatisfação no ambiente corintiano e aumentou a pressão sobre os responsáveis pela gestão do futebol.

O episódio reforçou a percepção de que a crise não estava restrita aos resultados dentro de campo, mas também envolvia a relação entre os atletas e a administração.

Mudança busca reorganizar o departamento

Marcelo Paz chegou ao Corinthians no início da temporada, após a saída de Fabinho Soldado. Antes de assumir o cargo, ganhou destaque como presidente do Fortaleza, período em que o clube cearense alcançou campanhas importantes no cenário nacional.

No Timão, participou de decisões relacionadas à montagem do elenco e à condução do departamento de futebol. Entre as contratações realizadas durante sua passagem estão Lingard, Allan, Labyad, Kaio César, Milans, Matheus Pereira e Gabriel Paulista.

A saída do executivo abre uma nova etapa para a gestão de Osmar Stabile. Até o momento, o Corinthians não anunciou um substituto definitivo, e Julio Cesar, atual gerente de futebol, aparece como uma alternativa para conduzir o setor durante o período de transição.

João Pedro

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  • Publicado: 21/10/2026 14:36
  • Alterado: 21/10/2026 14:36
  • Autor: Joao