Entenda as razões para o Corinthians ter demitido Marcelo Paz
Marcelo Paz chegou ao Corinthians no início da temporada, após a saída de Fabinho Soldado
- Publicado: 21/10/2026 14:36
- Alterado: 21/10/2026 14:36
- Autor: Joao
A passagem de Marcelo Paz pelo Corinthians chegou ao fim nesta terça-feira (20), em meio ao agravamento da crise esportiva e ao aumento da pressão nos bastidores. Após uma reunião com o presidente Osmar Stabile, o executivo deixou o cargo em comum acordo com o clube. A decisão ocorreu depois de uma sequência de resultados negativos, eliminações em competições e um ambiente cada vez mais desgastado no departamento de futebol.
Embora a diretoria inicialmente sinalizasse a intenção de manter o profissional até o encerramento da temporada, a combinação de cobranças externas e problemas internos tornou a permanência mais difícil. Entre os fatores que contribuíram para a saída estão a pressão da torcida organizada Gaviões da Fiel, as críticas a decisões da gestão e a piora da relação com os jogadores.
Pressão da Gaviões da Fiel aumentou o desgaste
Dias antes da demissão, a Gaviões da Fiel havia cobrado publicamente a saída de Marcelo Paz. A manifestação ampliou a pressão sobre a presidência, que já enfrentava questionamentos pelo desempenho da equipe e pela proximidade da zona de rebaixamento.
O Corinthians atravessava um período de instabilidade, com nove partidas sem vitória e eliminações nas copas. Diante desse cenário, a manutenção do executivo passou a ser questionada, e a diretoria acabou optando por uma mudança no comando do futebol.
Contratação de Seedorf gerou críticas internas
Outro ponto de desgaste foi a avaliação interna sobre a contratação de Seedorf. Segundo apuração, setores ligados à presidência consideraram inadequada a escolha do profissional para o momento vivido pelo Corinthians.
O ex-jogador estava sem trabalhar como treinador desde 2019 e apresentava aproveitamento considerado baixo nas equipes que comandou. A avaliação de que faltava experiência recente no futebol brasileiro para lidar com uma situação de emergência provocou críticas nos bastidores.
Desabafo de Gabriel Paulista expôs crise no elenco do Corinthians

O relacionamento entre a diretoria e os jogadores também teria se deteriorado. Após a derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, no domingo (11), o zagueiro Gabriel Paulista fez um desabafo contundente, criticou a falta de respaldo da cúpula alvinegra e revelou atrasos salariais.
“Tem muita gente aqui dentro que não respeita esse clube”, afirmou o defensor. A declaração evidenciou o nível de insatisfação no ambiente corintiano e aumentou a pressão sobre os responsáveis pela gestão do futebol.
O episódio reforçou a percepção de que a crise não estava restrita aos resultados dentro de campo, mas também envolvia a relação entre os atletas e a administração.
Mudança busca reorganizar o departamento
Marcelo Paz chegou ao Corinthians no início da temporada, após a saída de Fabinho Soldado. Antes de assumir o cargo, ganhou destaque como presidente do Fortaleza, período em que o clube cearense alcançou campanhas importantes no cenário nacional.
No Timão, participou de decisões relacionadas à montagem do elenco e à condução do departamento de futebol. Entre as contratações realizadas durante sua passagem estão Lingard, Allan, Labyad, Kaio César, Milans, Matheus Pereira e Gabriel Paulista.
A saída do executivo abre uma nova etapa para a gestão de Osmar Stabile. Até o momento, o Corinthians não anunciou um substituto definitivo, e Julio Cesar, atual gerente de futebol, aparece como uma alternativa para conduzir o setor durante o período de transição.