Eleições 2026: saiba quem tem voto obrigatório ou facultativo
Mais de 34 milhões de paulistas estão aptos a votar em outubro. Regras definem punições severas para ausências não justificadas.
- Publicado: 18/09/2026 15:55
- Alterado: 18/09/2026 15:55
- Autor: Thiago Antunes
No dia 4 de outubro, o primeiro turno das Eleições 2026 levará mais de 34,1 milhões de eleitores paulistas às urnas. A legislação determina que 87,08% desse eleitorado (29,6 milhões) tem a obrigação legal de escolher representantes, enquanto o restante da população exerce o direito de forma opcional.
Regras constitucionais nas Eleições 2026
A Constituição Federal estabelece o voto como um dever para cidadãos alfabetizados com idades entre 18 e 70 anos. O texto legal encara essa imposição como uma ferramenta para garantir a soberania popular e a manifestação da vontade da maioria.
O grupo liberado da obrigatoriedade soma 4,4 milhões de pessoas em São Paulo, equivalente a quase 13% do total. O exercício do voto é opcional para os seguintes perfis:
- Jovens de 16 e 17 anos (que completem a idade até 4 de outubro).
- Cidadãos maiores de 70 anos.
- Pessoas analfabetas.
Crescimento do eleitorado idoso
Os dados demográficos do pleito mostram mudanças significativas nas urnas. O eleitorado idoso paulista cresceu 36,2% em uma década e agora ultrapassa a marca de 8,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos, representando um quarto dos votantes habilitados para as Eleições 2026.
Deste montante, os idosos que já ultrapassaram a faixa dos 70 anos totalizam 3,8 milhões de cidadãos. Eles podem decidir livremente se comparecerão ou não às seções eleitorais de seus municípios.
Punições legais por abstenção
O eleitor que faltar ao compromisso cívico precisa apresentar justificativa ou pagar multa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ignorar a exigência acarreta bloqueios práticos na vida civil do cidadão.
As restrições previstas no Código Eleitoral incluem:
- Impedimento para emissão de passaporte e carteira de identidade.
- Proibição de assumir cargos e funções em concursos públicos.
- Suspensão de remuneração em empregos públicos no mês seguinte ao pleito.
- Bloqueio de matrículas em instituições de ensino oficiais.
Acumular faltas agrava a situação do eleitor perante o estado. A ausência sem justificativa por três turnos consecutivos provoca o cancelamento do título, impedindo a participação nas Eleições 2026 e a obtenção de qualquer certidão de quitação eleitoral.