Diadema unifica protocolo para acelerar socorro a infartos
A implantação do Projeto Sprint unifica o atendimento de urgência nas UPAs e no SAMU de Diadema para reduzir a mortalidade por infarto
- Publicado: 17/06/2026 22:12
- Alterado: 17/06/2026 22:12
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: PMD
A rede de urgência e emergência do município de Diadema recebeu na terça-feira (16) uma placa de reconhecimento pela qualificação e avanço na linha de cuidado a pacientes com infarto. A homenagem foi entregue pela farmacêutica Boehringer Ingelheim durante uma reunião no Hospital Municipal de Diadema (HMD), que reuniu gestores da saúde para unificar o Projeto Sprint em todos os serviços de pronto atendimento 24 horas da cidade.
O programa engloba o monitoramento e o treinamento das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), do HMD e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Centro, Paineiras e Eldorado, com foco em acelerar o diagnóstico do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
Atualização de Protocolos e Insumos

Durante o encontro, os coordenadores médicos receberam o Protocolo Atualizado de Síndrome Coronariana Aguda, documento derivado dos alinhamentos estratégicos firmados no 1º Fórum Regional do Departamento Regional de Saúde (DRS I). O plano estabelece rotinas rígidas para reduzir o tempo de espera pelo socorro inicial:
- Tempo é Músculo: A diretriz foca no atendimento imediato, uma vez que a agilidade no diagnóstico preserva as funções do miocárdio e diminui sequelas;
- Kits de Emergência: Cada unidade da rede recebeu bolsas com insumos específicos padronizados para o primeiro atendimento farmacológico a casos suspeitos de infarto;
- Capacitação: O projeto realiza simulações em todas as portas de emergência de Diadema desde outubro de 2025 para treinar médicos e enfermeiros.
Estatísticas e Riscos Clínicos
A otimização do fluxo de atendimento nas UPAs e ambulâncias atende a uma demanda epidemiológica crítica. Em 2025, Diadema registrou 123 internações por infarto, com os pacientes permanecendo hospitalizados por uma média de 16 dias.
Dados compartilhados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) justificam o foco na rapidez da primeira abordagem médica:
Entre 40% e 65% dos óbitos decorrentes de infarto agudo do miocárdio acontecem na primeira hora após o início dos sintomas. Além disso, aproximadamente 80% das fatalidades se concentram nas primeiras 24 horas, o que torna a escolha da estratégia terapêutica imediata o fator decisivo para a sobrevivência do paciente.