Desemprego cai para 5,2% e atinge mínima histórica, diz IBGE
Com 5,6 milhões de pessoas desocupadas, taxa de desemprego cai a 5,2% no terceiro trimestre enquanto número de trabalhadores formais bate recorde no país
- Publicado: 30/10/2026 09:27
- Alterado: 30/10/2026 09:27
- Autor: Daniela Ferreira
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre móvel encerrado em setembro de 2026, atingindo o menor patamar para esse intervalo temporal desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.
Os indicadores integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), publicada na manhã desta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice confirmou as estimativas de mercado compiladas pelo Projeções Broadcast, cuja mediana previa a desaceleração de 5,3% para 5,2%.
Em termos comparativos, o resultado aponta uma diminuição de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre imediatamente anterior finalizado em junho (5,4%), além de uma retração de 0,4 ponto percentual no desemprego em relação ao mesmo período apurado em 2025 (5,6%).

Com o recuo percentual no desemprego, o contingente de trabalhadores desocupados no país caiu para 5,6 milhões de pessoas no trimestre encerrado em setembro, número que representa um declínio de 4% — equivalente a 234 mil cidadãos a menos sem ocupação formal ou informal na comparação com os três meses precedentes.
Recorde de carteira assinada, informalidade e massa salarial
A pesquisa também apontou estabilidade em níveis historicamente elevados no mercado de trabalho formal: o contingente de empregados no setor privado sob o regime da CLT alcançou 39,4 milhões de pessoas, configurando o maior contingente de trabalhadores com carteira assinada registrado por toda a série histórica do IBGE.
Por outro lado, o volume de informalidade permaneceu em patamares elevados, correspondendo a 37,5% da força de trabalho ocupada no país (cerca de 38,8 milhões de trabalhadores sem garantias trabalhistas ou CNPJ formalizado), com discreta variação positiva ante os 37,4% computados no trimestre encerrado em junho.

No campo dos vencimentos, o rendimento médio real habitual da população ocupada foi estimado em R$ 3.790, sustentando estabilidade na margem trimestral e expansão de 3,6% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
O aquecimento do emprego impulsionou ainda a massa de rendimento real habitual, que somou R$ 387,5 bilhões — montante que avança 1,5% no trimestre e expressivos 4,7% (alta de R$ 17,5 bilhões) em relação ao apurado no mesmo intervalo de 2025.